A presidente Dilma Rousseff encerrou sua viagem pela Europa realizando uma visita à casa do primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, para apresentar suas condolências pela morte de sua mãe, ao final de uma visita de dois dias à Turquia.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu na sexta-feira que o presidente sírio Bashar al Assad deixe o poder “agora”, enquanto advertiu que seu regime estava levando o país a “um caminho muito perigoso”.

O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, condenou em um comunicado o assassinato do líder opositor curdo Mechaal Tamo, assim como o ataque a um proeminente ativista sírio, ao afirmar que isso demonstra “mais uma vez que as promessas de diálogo e reforma do regime de Assad são vazias”.

“Os ataques de hoje ilustram as últimas tentativas do regime sírio para fazer a oposição pacífica do interior da Síria se calar. O presidente Assad deve ir embora agora mesmo, antes que seu país vá mais longe, nessa direção tão perigosa”, afirmou Carney em comunicado.

Um dos chefes da oposição curda, Mechaal Tamo, foi assassinado na sexta-feira (07) na Síria, centro das novas manifestações contrárias ao regime, reprimidas com derramamento de sangue.

O porta-voz de Obama afirmou que “essa violência ocorre apenas três dias depois do fracasso de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU, que solicitava a mobilização de observadores dos direitos humanos na Síria frente a uma repressão brutal”.

“Os Estados Unidos continuarão tentando mobilizar a comunidade internacional para apoiar as aspirações democráticas dos sírios e atuará para fazer pressão sobre o regime de Assad, junto a seus aliados e parceiros”, prometeu Carney.

Tamo, 53 anos, membro do recém-formado grupo de oposição Conselho Nacional Sírio (SNC), foi assassinado quando quatro homens armados com pistolas, e com o rosto coberto, invadiram sua casa em Qamashili (nordeste) e abriram fogo.

Seu filho e outro companheiro ativista do Partido do Futuro Curdo ficaram feridos, segundo comunicaram vários ativistas.

Paralelamente, o ex-deputado Riad Seif também estava sendo atacado e ficou ferido nas ruas de Damasco.

O Departamento de Estado americano acusou mais cedo o regime de Assad de uma escalada em sua tática de opressão contra a oposição, e de usar ataques indiscriminados à luz do dia tendo os líderes opositores como alvo.

“Essa é uma clara escalada na tática do regime”, disse a porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland, em referência ao assassinato de Tamo.

 

DA FRANCE PRESSE, EM WASHINGTON

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