Após 21 horas, termina rebelião em presídio de Maringá (PR)

Depois de 21 horas, terminou nesta terça-feira (13) a rebelião na Casa de Custódia de Maringá (a 424 km de Curitiba). O agente penitenciário que era mantido refém, Paulo Arruda, foi liberado por volta das 10h30 e passa bem.

Rebelião em penitenciária faz agente refém em Maringá (PR)

Dos 891 presos do local, cerca de 500 haviam se rebelado e pediam a transferência de um grupo de detentos para Curitiba. Ontem à tarde, eles quebraram paredes do presídio e subiram no telhado do prédio, onde permaneceram durante todo o motim.

Os detentos hastearam uma bandeira com as iniciais do PCC (Primeiro Comando da Capital). O diretor do Departamento Penitenciário do Estado do Paraná, Mauricio Kuehne, diz que “provavelmente” há integrantes da facção criminosa no presídio.

Com o fim da rebelião, 23 presos serão transferidos para Curitiba e, em seguida, para outras cidades do Estado. Eles afirmam que querem ficar próximos de suas famílias.

Outras demandas dos rebelados, como a qualidade da comida e fim dos supostos maus-tratos no presídio, ainda serão apuradas pela Secretaria Estadual de Justiça.

A secretaria não soube informar quais são as condições físicas do presídio. “Mas está provavelmente bastante destruído”, afirma o advogado da pasta, Flávio Buchmann, que acompanhou as negociações.

Durante a rebelião, um detento ficou ferido após levar um tiro nas costas por um policial militar. Segundo a secretaria, ele tentou fugir e, por isso, foi alvejado. A pasta ainda afirma que o preso foi encaminhado a um hospital e não corre risco de morte.

O PRESÍDIO

A Casa de Custódia é um presídio de segurança máxima e abriga presos provisórios, que aguardam decisão da Justiça, e condenados. O local tem capacidade para 900 pessoas –hoje, abriga 891.

Segundo o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná, José Roberto Neves, a penitenciária é relativamente nova (foi inaugurada há cerca de quatro anos), mas já apresenta problemas estruturais. ‘Os presos não estão tendo dificuldade de romper com as paredes, os tetos’, comenta.

De acordo com Neves, 20 agentes penitenciários trabalhavam no local quando o motim foi iniciado.

Com a Folha.com

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