Após ataque, Paquistão fecha rotas para Otan

O governo do Paquistão decidiu neste sábado fechar seus postos fronteiriços no Afeganistão aos veículos que carregam suprimentos para as forças da Otan e exigiu que a aliança desaloje a base em seu território para operação de aviões militares.

A decisão foi tomada em uma reunião do comitê governamental de Defesa, celebrada esta noite de maneira extraordinária, horas depois de um ataque de helicópteros da Otan que provocou a morte de 25 soldados paquistaneses na região tribal de Mohmand, na fronteira com o Afeganistão.

“Os ataques constituem uma violação da soberania, da lei internacional e da base fundamental de cooperação do Paquistão com a Otan contra o terrorismo”, declarou o governo, em um comunicado veiculado pelo ministério das relações exteriores.

Segundo o ministério, o primeiro-ministro Yusuf Razá Guilani deve comparecer no “num futuro próximo” ante o parlamento paquistanês.

O ataque é o pior incidente desse tipo desde que o país se alinhou com Washington por ocasião dos ataques de 11 de setembro de 2001 aos EUA.

As forças da Otan sediadas no Afeganistão confirmaram que as aeronaves da aliança provavelmente mataram os militares paquistaneses na área fronteiriça. Um porta-voz da Isaf (Força Internacional de Assistência para a Segurança) –a missão da Otan no Afeganistão-o general Carsten Jacobson, não confirmou o número de vítimas, mas que a aliança iria investigar o ocorrido.

As rotas paquistanesas são essenciais para o abastecimento das tropas destacadas no país vizinho, em que pese a preferência cada vez maior das forças militares ocidentais por vias alternativas.

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

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