Argentina lamenta suspensão de benefícios comerciais pelos EUA

O governo da Argentina classificou como “unilateral” a suspensão temporária dos benefícios comerciais americanos ao país, anunciada nesta segunda-feira, devido ao não pagamento de US$ 300 milhões em indenizações a duas companhias americanas.

Em comunicado, o Ministério de Relações Exteriores do país sul-americano afirmou que a decisão dos Estados Unidos é “manifestamente incompreensível” em relação ao comércio bilateral entre os dois países, que chega a US$ 18 bilhões favoráveis aos americanos.

A medida, que entrará em vigor em 60 dias, retirará um incentivo de US$ 18 bilhões às empresas argentinas que fazem parte do Sistema Generalizado de Preferências (GSP, em inglês), que isenta de taxa as importações de produtos de países em desenvolvimento.

O presidente americano, Barack Obama, afirmou em comunicado que a suspensão se deve à Argentina “não ter atuado com boa fé no cumprimento das decisões arbitrais a favor das companhias americanas”, em relação ao não pagamento das indenizações.

O governo de Cristina Fernández de Kirchner diz que as duas empresas vencedoras da sentença do Centro Internacional de Acertos de Diferenças Relativas a Investimentos (Ciadi) do Banco Mundial “nunca aceitaram a tramitação” para receber o valor devido.

As companhias reclamantes são Azurix Corp. e Blue Ridge Investment, que reclamaram ao tribunal arbitral para pedir compensações econômicas devido a medidas do governo argentino, realizadas em 2002, que fizeram as empresas perder seus contratos para fornecer serviços públicos no país.

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

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