As ações brasileiras desvalorizam desde os primeiros negócios desta segunda-feira, primeiro pregão de outubro. Para analistas, volatilidade deve ser a palavra de ordem para o mês, dado o cenário mundial ainda pendente de soluções para alguns dos maiores problemas dos EUA e Europa. O índice Ibovespa, que reflete os preços das ações mais negociadas, recua 1,11%, aos 51.744 pontos. O dólar comercial é cotado por R$ 1,876, em queda de 0,26%. A taxa de risco-país marca 277 pontos, número o 0,72% acima da pontuação anterior. Bolsas europeias abrem o pregão em baixa Grécia aprova demissão de 30 mil e diz que não cumprirá meta Ministros discutem novos passos para solução da crise grega As Bolsas europeias registram perdas de 1,88% (Londres) e 2,79% (Frankfurt). Os mercados reagem com nervosismo à notícia de que a Grécia não vai conseguir cumprir suas metas para reduzir o deficit orçamentário, tanto para este ano quanto para 2012. O país mediterrâneo depende de um pacote de socorro financeiro dos maiores organismos internacionais para evitar um “default”. Como contraparte, Atenas tem que se comprometer com medidas rigorosas para reduzir os rombos financeiros, mas que têm sua credibilidade comprometida com essa admissão.

Em 17 anos do plano Real, o dólar teve em setembro sua quinta maior valorização mensal, conforme levantamento da consultoria Economática.

Levando em conta a Ptax (a taxa média de câmbio calculada diariamente pelo Banco Central), a consultoria registrou uma variação de 16,83% para o mês passado. Em setembro de 2008, a taxa de câmbio do BC havia tido um aumento um pouco maior (17,13%).

A maior variação registrada para a Ptax até o momento foi de 64%, em janeiro de 1999, quando o país abandonou o regime de câmbio fixo pelo flutuante. A segunda maior disparada das taxas foi registrada mais de três anos depois, em setembro de 2002 (28,87%); antes, porém, o dólar já havia assustado bastante, com um salto de 20,54% em julho desse mesmo ano.

DÍVIDAS

Considerando a variação recente da Ptax, a Economática estimou um impacto de R$ 15 bilhões nos balanços de 240 empresas de capital aberto brasileiras para o terceiro trimestre.

Esse valor foi calculado levando em conta a dívida em moeda estrangeira informada nos balanços do segundo trimestre (US$ 51,43 bilhões), e assumindo que esse montante ficou estável nos meses seguintes. A Ptax oscilou de R$ 1,5611, no dia 30 de junho, para R$ 1,8544, no dia 30 de setembro.

Com a Folha.com

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