Assad descumpre promessa de aplicar plano da ONU, dizem EUA

Reuters

O ditador da Síria, Bashar al Assad, não tomou as medidas necessárias para aplicar o plano de paz de Kofi Annan, enviado da ONU e da Liga Árabe, como havia prometido na véspera, afirmou nesta quarta-feira o Departamento de Estado dos EUA

“As prisões e a violência continuam na Síria”, afirmou a porta-voz do Departamento de Estado, Victoria Nuland. “Está claro que Assad não tomou as medidas necessárias para aplicar o plano de Annan”, (emissário das Nações Unidas e da Liga Árabe para a Síria), acrescentou Nuland, que pediu que se matenha a pressão sobre o regime de Bashar al Assad.

Em terra, o Exército sírio intensificou nesta quarta-feira suas operações contra os rebeldes em todo o país, o que gerou cepticismo na ONU sobre a aceitação por Damasco do plano de saída da crise de Annan.

O plano consiste, entre outras ações, no fim de toda forma de violência armada por todas as partes no conflito, supervisionado pela ONU, a entrega de ajuda humanitária em zonas afetadas pelos combates e a libertação de pessoas que foram detidas de forma arbitrária.

“Julgaremos (Bashar al Assad) por seus atos, e não por suas promessas”, advertiu Nuland.

“O fato de que as prisões e a violência seguem não é um bom sinal”, acrescentou.

PRESSÃO DA ONU

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pressionou nesta quarta-feira o ditador sírio, Bashar al Assad, a implementar rapidamente o plano de paz de seis pontos que ele aceitou na véspera e que pede, entre outras ações, o recuo do Exército.

Falando no Kuait, Ban disse: “Eu recomendo fortemente que o presidente Assad coloque esses compromissos em ação imediata. Não há tempo a perder.”

“É um passo inicial importante que poderá trazer um fim à violência e ao derramamento de sangue, além de dar ajuda àquelas pessoas que estão sofrendo”, disse Ban, acrescentando que um diálogo político atenderia “às aspirações legítimas do povo sírio”.

O plano contempla o fim de qualquer forma de violência armada por todas as partes sob supervisão da ONU, a entrega de ajuda humanitária a todas as zonas afetadas pelos combates e a libertação das pessoas detidas de forma arbitrária.

Já o governo sírio afirmou nesta quarta-feira que rejeitará “qualquer iniciativa” que venha da cúpula da Liga Árabe, que será realizada em Bagdá.

DA FRANCE PRESSE, EM WASHINGTON

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