Assassino de ex-presidente era paquistanês, diz governo afegão

O terrorista que matou o ex-presidente e mediador de paz afegão Burhanuddin Rabbani era paquistanês, anunciou neste domingo o governo afegão, após uma investigação oficial.

Em 20 de setembro, um homem que se apresentou como representante dos talebans para negociar a paz detonou a bomba que transportava escondida no turbante ao ser recebido por Rabbani em sua residência da capital afegã.

Cabul suspeitou que os serviços de inteligência paquistaneses estavam por trás dos talebans, que foram acusados de cometer o crime.

“Existem provas de que o assassinato de Rabbani foi planejado em Quetta (sudoeste do Paquistão) e de que a pessoa que cometeu o atentado suicida era um cidadão paquistanês”, afirma a presidência afegã em um comunicado.

Segundo o texto, o homem-bomba era da cidade paquistanesa de Shaman, perto da fronteira entre os dois países. As afirmações não significam necessariamente que Cabul considera que os responsáveis pelo atentado são as instituições paquistanesas.

DA FRANCE PRESSE

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