Atentados no Iraque deixam mais de 60 mortos

Moradores de Tuk, no Iraque, observam área que foi alvo de atentado (Reuters)

Moradores de Tuk, no Iraque, observam área que foi alvo de atentado (Reuters)

Pelo menos 69 pessoas morreram e cerca de 300 ficaram feridas em uma série de atentados neste sábado no Iraque, um dos mais sangrentos dos últimos anos, informaram autoridades médicas e de segurança. Os ataques aconteceram durante as celebrações pelo fim do Ramadã, o feriado do Eid Al-Fitr, mês sagrado de jejum para os muçulmanos.

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Em Bagdá, carros-bomba foram detonados por grupos suspeitos de estarem vinculados à Al-Qaeda em oito diferentes bairros da capital, tanto sunitas quanto xiitas, e atingiram três mercados, dois cafés e um restaurante, matando 37 pessoas. Outras duas pessoas também morreram na explosão de uma bomba no bairro de maioria sunita Jihad, no oeste da cidade.

Também neste sábado, um terrorista suicida detonou os explosivos que levava no carro perto de um posto da polícia em Tuz Khumartu, ao norte de Bagdá, matando nove pessoas, entre elas três policiais. Um outro carro-bomba em Kirkuk, também ao norte da capital, matou um engenheiro. Outros dois carros-bomba explodiram na cidade de Nassiriyah (sul), matando quatro pessoas, e a detonação de explosivos em um outro carro matou outras cinco na cidade sagrada de Kerbala. Outras três pessoas foram mortas e cinco ficaram feridas em ataques separados nas províncias de Babil e Nínive.

Em um comunicado emitido na noite de sábado, o Departamento de Estado americano condenou a série de atentados e qualificou os autores dos ataques mortais no Iraque de “inimigos do Islã”. Segundo o comunicado, os ataques foram “covardes (…) dirigidos contra famílias que celebravam o Eid al Fitr”. O mês do Ramadã foi particularmente sangrento no país: foram mais de 800 mortos. De acordo com as Nações Unidas, mais de mil pessoas morreram em julho vítimas da violência.

Segundo especialistas, os atos de violência podem estar aumentando devido à paralisia política do governo, enquanto o país se recupera com dificuldade de anos de guerra em que morreram milhares de pessoas. Durante o mês sagrado do Ramadã a violência costuma aumentar, pois os jihadistas consideram que seus ataques são mais justificados, afirmam os especialistas.

(Com agência France-Presse)

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