Bairro do Recife vira reduto japonês por um dia

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O evento mistura tradição e modernidade na Rua do Bom Jesus
Foto: Alexandre Gondim/JC Imagem

A organização da Feira Japonesa recifense, que acontece todo fim de novembro, pode se gabar de dar vida nova ao Bairro do Recife, no Centro, anualmente. Há 15 anos, cada domingo reservado ao evento concentra uma quantidade maior de pessoas. São amantes da cultura nipôni-ca, descendentes de japoneses, pernambucanos e turistas atraídos pela música, feira de artesanato tradicional, gastronomia típica e elementos da cultura pop japonesa. A edição deste ano acontece neste domingo (27), a partir das 10h, e vai até as 22h.

“Começou como um evento pequeno, criado pela Associação dos Ex-bolsistas e Estagiários no Japão (Ambej). Um pequeno grupo ia ao Recife Antigo para se confraternizar, conversar sobre as experiências no País. Passamos a contar com o apoio do Consulado do Japão, o evento foi crescendo e hoje reúne pessoas de todas as faixas etárias e de diferentes partes do Brasil”, explica a idealizadora do evento, Zélia Faria Neves, que coordena a feira desde a primeira edição.

Hoje, um dos destaques da programação é a apresentação de músicos que dominam o taiko, tambor japonês que funcionava como delimitador de espaços nas antigas aldeias do país. “Os limites das aldeias iam até onde alcançasse o som de seus taikos”, explica Zélia Faria.

Além das atrações do palco principal, que também receberá academias de artes marciais, grupos de dança e de canto, a feirinha conta com aproximadamente 100 barracas de comidas, bebidas, artesanato e produtos culturais.

O evento mistura tradição e modernidade quando expõe, na Rua do Bom Jesus, artigos inspirados em rituais milenares e, na Rua Domingos José Martins, produtos relacionados a animes, mangás e videogames. A universitária Deborah Lobo, 22 anos, frequenta a feira desde os 13, quando começou a se interessar pela vida e pela cultura japonesa.

“É sempre muito animado. Todo mundo sabe que em novembro tem a feirinha e sempre encontro amigos por lá”, conta a estudante. “O único problema é que, nas últimas edições, percebi que a violência aumentou. No ano passado uma amiga minha foi assaltada no local. Fica ainda mais complicado porque muitas crianças também frequentam o espaço”, registra.

De acordo com a assessoria de comunicação da Polícia Militar (PM), houve reforço no policiamento da área este ano, na tentativa de conter o avanço da venda de drogas no bairro.

Do Jornal do Commercio

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