Base não pode colocar a ‘faca no pescoço’ do governo, diz líder do PT

O novo líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (SP) (Foto: Agência Câmara)

O novo líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (SP)

(Foto: Agência Câmara)

O líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (PT-SP), afirmou nesta quinta-feira (22) que a base aliada não pode “colocar a faca no pescoço do governo” e condicionar a votação da Lei Geral da Copa a uma data para a análise do Código Florestal.

Nesta quarta (21), a maioria dos partidos que compõem a base de apoio do governo se recusou a votar a lei que estipula regras para o mundial de futebol, o que levou a uma nova derrota do governo no Congresso.

Liderados pelo PMDB, segunda maior bancada da Câmara e maior aliado do governo, e pelo DEM, partido de oposição, PR, PDT, PSD, PT do B, PSC, PMN, além do PSDB e do PPS, disseram que não votarão a proposta da Lei Geral enquanto não for definida uma data para a votação do Código Florestal.

“É colocar a faca no pescoço do governo. Veja, a oposição pode falar isso, agora, a base falar: ‘nós queremos a data’. Isso não pode. Olha a situação do governo! A base falando publicamente, pedindo para marcar a data. Que história é essa? O governo quer discutir mérito”, afirmou Tatto.

O líder do PT disse que o governo não marcará data para análise do Código Florestal, mas admite negociar um texto que agrade a bancada ruralista.

“O PT aceita dialogar sobre vários assuntos inclusive esse [de consolidação de produção em áreas de preservação]. Tem que ver só a redação. Por isso acho que está fácil chegar a um acordo do mérito. Votar ou não, aí é um diálogo que tem que fazer com o governo, com o presidente Marco Maio, e o PT vai ajudar”, afirmou.

Jilmar Tatto disse que “flexibilizou” o discurso desde quarta, quando o governo sofreu a derrota na tentativa de aprovar a Lei da Copa. “Vocês estão vendo que estou mudando meu discurso de ontem para hoje. Estou mais light e acho que tem que ser assim. Conversando a gente se entende.”

Ele afirmou que o governo ficaria “desmoralizado” se acatasse a exigência da oposição e da base aliada. “Não pode os partidos da base quererem impor uma data. Imagina a desmoralização que é. Se o governo cede nesse ponto, ele não vai conseguir mais governar.”

‘Doce de pessoa’
O deputado também comentou críticas de parlamentares à atuação da ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, responsável pelo diálogo com o Congresso.

“A ministra Ideli é um doce de pessoa. Uma pessoa com experiência parlamentar. Ela atende todo mundo. Tem o jeito dela, um jeito agradável, um jeito até espontâneo na relação pessoal, competente do ponto de vista daquilo que faz. Agora, ela tem posição política, que é a posição do governo”, afirmou.

Fonte: Do G1, em Brasília

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