BC prevê inflação menor e ‘ao redor’ de 4,5% em 2012, diz ata do Copom

A queda na projeção de inflação para 2012 é um dos fatores que levou o Banco Central a reduzir de forma surpreendente os juros na semana passada de 12,50% para 12% ao ano.

Na ata do Copom (Comitê de Política Monetária) divulgada nesta quinta-feira (8), a instituição diz que o índice oficial de preços (IPCA) deve ficar “ao redor” do centro da meta de 4,5% no final do próximo ano.

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O BC não divulga os números exatos para a previsão da inflação na ata, que recuou em relação ao calculado na reunião anterior do Copom, em julho.

Para 2011, as projeções subiram e estão acima dos 4,5%. Neste ano, no entanto, o objetivo da instituição é apenas evitar que o número ultrapasse o limite de 6,5%. O BC só espera chegar ao centro da meta no final do próximo ano. Hoje, a inflação está em 7,23%.

O BC também calculou um “cenário alternativo”. Nele, considera que a atual deterioração da economia internacional cause um impacto sobre o Brasil equivalente a um quarto do observado durante a crise de 2008/2009.

Também “supõe” que a crise seja mais persistente, porém, menos aguda, sem “observância de eventos extremos”.

Nesse cenário, diz o BC, a economia brasileira desacelera e, apesar da redução da taxa básica de juros, a taxa de inflação cai ainda mais.

DECISÃO

Na semana passada, o BC surpreendeu a maioria dos analistas ao reduzir a taxa básica de juros, interrompendo a série de aumentos sucessivos que iniciara em janeiro para controlar a inflação.

Ao justificar a medida, o BC afirmou que a crise nos países avançados ameaça arrastar o resto do mundo e por isso achou melhor baixar os juros para evitar que a economia brasileira esfrie demais.

O IPCA, principal índice de preços do país, subiu 0,37% em agosto e acumulou variação de 7,23% nos últimos 12 meses, a maior registrada pelo índice desde junho de 2005.

 

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