Bovespa sobe 0,48% e ensaia firmar alta; dólar bate R$ 1,73

O mercado brasileiro de ações sustenta um ganho moderado na rodada de negócios desta sexta-feira.

O índice Ibovespa, principal termômetro da Bolsa paulista, sobe 0,48%, aos 54.860 pontos. O giro financeiro é de R$ 3,04 bilhões.

O dólar comercial é negociado por R$ 1,735, em queda de 0,85%. A taxa de risco-país marca 221 pontos, número 3% abaixo da pontuação anterior.

As principais Bolsas europeias encerraram os negócios no terreno positivo, a exemplo de Londres (alta de 1,16%) e Paris (0,97%).

Nos EUA, a Bolsa de Nova York registra ganhos de 0,93%.

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As Bolsas europeias e americanas têm desempenho positivo, com a expectativa dos investidores de que a reunião do G20 pode ser o local para o anúncio de um plano concreto para lidar a crise no Velho Continente.

No front doméstico, a volatilidade prevalece, com uma parcela dos investidores optando por realizar os lucros acumulados nas jornadas anteriores.

EUA, EUROPA E CHINA

Pela manhã, o Departamento de Comércio americano revelou que as vendas do setor varejista tiveram um crescimento de 1,1% em setembro contra agosto, e de 7,9% ante o nono mês do ano passado, em um desempenho superior às expectativas do mercado.

Ontem à noite, a gigante da Internet Google divulgou um lucro 26% maior na comparação com terceiro trimestre do ano passado, também batendo as projeções do setor financeiro.

Os investidores ainda comemoraram ontem a aprovação do reforço do fundo de estabilidade financeira pelo parlamento eslovaco, a última casa legislativa na zona do euro a apreciar a proposta. O fundo é considerado por analistas como uma ferramenta fundamental para evitar desdobramentos ainda piores da crise das dívidas soberanas no Velho Continente.

Por enquanto, os investidores resistem ao impacto de algumas das piores notícias da semana, divulgadas entre ontem e hoje.
O primeiro destaque é o anúncio de que a Espanha teve seu ‘rating’ (avaliação de risco de crédito) piorado pela agência Standard &Poor’s, seguindo o exemplo de outra agência de classificação, a Fitch Ratings.

Ainda no front europeu, não passou despercebido o aumento da taxa de inflação na zona do euro, que atingiu 3% em setembro (taxa anualizada), o pior desempenho desde 2008. A cifra dificulta que o BCE (Banco Central Europeu) cumpra uma “reivindicação” recorrente de alguns economistas, que pedem uma redução dos juros básicos da região para estimular o crescimento.

Analistas também chamaram a atenção a nova fornada de números vindos da China, com destaque para a taxa de inflação, que atingiu 6,1% (taxa anualizada) em setembro –em linha com as projeções de bancos e corretoras– e abaixo dos 6,2% contabilizados em agosto.

O indicador mereceu uma interpretação ambígua nos mercados: uma corrente dos analistas apontou para um possível desaquecimento econômico do gigante asiático, como resultado das medidas restrititas adotadas desde o ano passado; outra corrente preferiu ressaltar o relaxamento da inflação, o que permitiria, em tese, o fim das iniciativas tomadas por Pequim para esfriar a economia e domar a alta dos preços.

Com a Folha.com

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