Brasil e México terão ‘cotas flexíveis’ na importação de carros, diz ministro


Ministro Fernando Pimentel em visita ao estado de Pernambuco (Foto: Katherine Coutinho/G1)
Ministro Fernando Pimentel em visita ao estado
de Pernambuco (Foto: Katherine Coutinho/G1)

Um dia após se reunir com o governo mexicano, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, afirmou nesta quinta-feira (15) que Brasil e México deverão adotar “cotas flexíveis” de importação de veículos.

Os dois países têm discutido mudanças no acordo comercial assinado em 2002 porque o Brasil pretende diminuir a diferença existente, em favor do México, em relação à quantidade de carros exportados. Por meio desse acordo, carros vindos do México não pagam taxa de 35% de importação, o que faz do país um dos que mais fornecem automóveis ao Brasil.

No Recife, o ministro avaliou positivamente o encontro da última quarta-feira (14), no México. “Eu acredito que vai ser um bom acordo para o Brasil e para o México. Nós vamos adotar cotas flexíveis, cotas móveis, a partir de uma média móvel dos últimos anos”, afirmou Pimentel, que foi a Pernambuco para o lançamento das obras de uma fábrica de vidros planos em Goiana, na Zona da Mata Norte do estado. Segundo ele, a minuta do acordo deve ser concluída ainda hoje. A assinatura, no entanto, só deve acontecer na próxima semana.

Na semana passada, a agência Reuters informou que o governo brasileiro propos a limitação das importações de carros entre os dois países a uma cota de cerca de US$ 1,4 bilhão ao ano, que seria uma média dos últimos 3 anos entre os dois países. Pimentel não citou valores nesta quarta.

O chanceler brasileiro Antônio Patriota ficou no México para acertar os últimos detalhes, após a reunião de quarta-feira com a presença de Pimentel, do ministro mexicano da economia, Bruno Ferrari, e da chanceler mexicana Patrícia Espinosa.

Autopeças
Com a mudança no acordo, o Brasil espera diminuir o impacto da importação de carros mexicanos. “Isso [o acordo] vai diminuir o impacto, mas não vai eliminar, nem pode. Nós somos uma economia aberta. Esse acordo vai incentivar mais a fabricação de autopeças brasileiras para ser incorporadas aos carros que vão ser exportados para o México”, acredita o ministro.

O México é o maior exportador de veículos da América Latina, com uma produção total de 2,5 milhões em 2011 dos quais 2,1 milhões foram vendidos ao exterior, quase 70% deles aos Estados Unidos. O ministro garantiu que não houve pressão de outros países no acordo. “Essa é uma negociação bilateral, entre o Brasil e o México apenas, não houve pressão externa”, afirma Pimentel.

Em 2011, o México foi o terceiro país que mais exportou carros para o Brasil, perdendo apenas para Argentina e Coreia do Sul. No ano passado, foram importadas de lá 134 mil unidades, enquanto o Brasil exportou apenas 55 mil para o mercado mexicano.

Fonte: Do G1 PE

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