Cabral diz que ocupação devolveu a paz à Rocinha

O governador Sérgio Cabral (PMDB) afirmou que a operação realizada pela polícia neste domingo devolveu a paz à favela da Rocinha, na zona sul do Rio. Ele parabenizou os profissionais da prefeitura, Estado e governo federal que participaram da operação.

Veja galeria de imagens da ocupação
Polícia vasculha casa de luxo de traficante
Helicóptero da polícia lança panfleto pedindo denúncia
Após ocupação da Rocinha, 13 armas são apreendidas
Por telefone, Cabral agradece Dilma por apoio

A ocupação é o primeiro passo para a instalação de uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) na comunidade –a 19ª do Rio. A Rocinha é uma das maiores do Estado, e sua pacificação é considerada chave para a política de segurança da gestão de Sérgio Cabral.

Mais cedo, o governador ligou para a presidente Dilma Rousseff para agradecer o apoio federal na ocupação da favela da Rocinha, na zona sul do Rio. O governo disponibilizou 160 policiais federais, 194 fuzileiros navais, 46 policiais rodoviários federais, além de 18 blindados da Marinha.

Segundo a polícia, a ação também contou com sete helicópteros e sete blindados da Polícia Militar (caveirões).

Em entrevista, o chefe do Estado Maior da Polícia Militar do Rio, coronel Pinheiro Neto, afirmou as favelas estavam sob domínio da polícia às 6h.

A operação começou às 2h30, com a interdição dos acessos às comunidades. O trânsito começou a ser liberado por volta das 7h30 –quando blindados já haviam descido da favela.

Durante a ocupação não foram disparados tiros, e a situação é tranquila na região.

Pinheiro Neto, afirmou que além da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu também foram ocupadas. Segundo ele, a situação estava sob domínio da polícia às 6h.

Policiais informaram que os traficantes, no início, espalharam barricadas no Vidigal para evitar o avanço dos blindados. Na Rocinha, criminosos espalharam óleo na pista para tentar dificultar o avanço da polícia. Não houve confronto.

Por volta das 6h, foram ouvidos fogos de artifício na Rocinha, possivelmente disparados pelos traficantes. Houve um princípio de incêndio, e durante alguns momentos era possível ver chamas, seguidas de muita fumaça. Não houve nenhuma explosão, e aparentemente o fogo foi causado pela queima de algum material inflamável em alguma ruela ou barraco, deixando a polícia em alerta.

No sábado (12), véspera da ocupação, policiais do Batalhão de Choque reforçaram as revistas a carros e pessoas nos acessos às favelas.

  Sergio Moraes/Reuters  
Helicóptero da polícia sobrevoa favela da Rocinha após a ocupação neste domingo
Helicóptero da polícia sobrevoa favela da Rocinha após a ocupação neste domingo

Com a Folha.com

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