Cartão tradicional eleva o lucro do varejo

Principal instrumento para estreitar relacionamento com a clientela, sobretudo com os novos consumidores da classe C, o cartão de uso exclusivo em uma loja começa a dar lugar aos com bandeiras internacionais (como Visa, MasterCard, Diners e Amex) e que são aceitos em diferentes estabelecimentos, informa reportagem de Sheila D’Amorim e Flávia Foreque publicada na edição desta terça-feira da Folha.

Essa tendência tem como pano de fundo o interesse dos bancos –que são emissores dos cartões, franqueados das bandeiras e donos das empresas credenciadoras– em aumentar a base de clientes, a frequência de uso e a rentabilidade das operações.

Algumas lojas já estão vendo nesse interesse a oportunidade para dividir o risco de crédito do cliente. Entre os consumidores, também há falta de disposição para carregar cartões de várias lojas.

A Riachuelo aderiu ao cartão com bandeiras no fim de 2010. Desde então, foram 900 mil cartões emitidos para clientes que já têm o cartão exclusivo da loja. A meta é chegar a 1 milhão até o fim do ano. A loja tem emitidos 20 milhões de cartões próprios.

A Riachuelo não está sozinha. “Os cartões embandeirados devem adicionar mais valor aos negócios nos próximos anos”, afirma relatório da Lojas Renner.

O grupo adotou o cartão com bandeira (Visa e MasterCard) em setembro de 2010.

A Marisa tem 12,2 milhões de cartões exclusivos e, segundo relatório da empresa, há 1,6 milhão de cartões dela que podem ser usados em várias lojas diferentes.

Alex Argozino/Editoria de Arte/Folhapress

 

Com a Folha.com

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