Chefe da polícia pede que mulheres denunciem tráfico no Rio

Após o anúncio de ocupação da Rocinha pelas forças de segurança, a chefe da Polícia Civil no Rio, Martha Rocha, fez um apelo às mulheres que moram nas favelas para que denunciem ações criminosas dos traficantes.

Veja galeria de imagens da ocupação
Polícia vasculha casa de luxo de traficante
Helicóptero da polícia lança panfleto pedindo denúncia
Vias de acesso às favelas ocupadas do Rio são liberadas
Polícia ocupa a Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu no Rio
Traficantes do Vidigal montam barricadas

Durante a ocupação realizada neste domingo não foram disparados tiros, e a situação é tranquila na região. A ocupação é o primeiro passo para a instalação de uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) na comunidade.

  Sergio Moraes/Reuters  
Helicóptero da polícia sobrevoa favela da Rocinha após a ocupação neste domingo
Helicóptero da polícia sobrevoa favela da Rocinha após a ocupação neste domingo

Em entrevista, o chefe do Estado Maior da Polícia Militar do Rio, coronel Pinheiro Neto, afirmou que foram ocupadas as favelas da Rocinha, Vidigal e Chácara do Céu. Segundo ele, a situação estava sob domínio da polícia às 6h.

A operação começou às 2h30, com a interdição dos acessos às favelas. O trânsito começou a ser liberado por volta das 7h30 –quando blindados já haviam descido da favela.

Segundo a polícia, cerca de 3.000 homens participaram da ação –que contou com com sete helicópteros, 18 blindados da Marinha e mais sete da Polícia Militar (caveirões). Pinheiro Neto explicou que foram usados 1.300 policiais nas ruas, 194 fuzileiros navais, 186 policiais civis, 160 policiais federais e 46 policiais rodoviários.

Policiais informaram que os traficantes, no início, espalharam barricadas no Vidigal para evitar o avanço dos blindados. Na Rocinha, criminosos espalharam óleo na pista para tentar dificultar o avanço da polícia. Não houve confronto.

Por volta das 6h, foram ouvidos fogos de artifício na Rocinha, possivelmente disparados pelos traficantes. Houve um princípio de incêndio, e durante alguns momentos era possível ver chamas, seguidas de muita fumaça. Não houve nenhuma explosão, e aparentemente o fogo foi causado pela queima de algum material inflamável em alguma ruela ou barraco, deixando a polícia em alerta.

No sábado (12), véspera da ocupação, policiais do Batalhão de Choque reforçaram as revistas a carros e pessoas nos acessos às favelas.

A UPP da Rocinha será a 19ª do Rio. A favela é uma das maiores do Rio, e sua pacificação é considerada chave para a política de segurança da gestão de Sérgio Cabral (PMDB).

Com a Folha.com

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