Chile encontra restos mortais de vítimas de acidente aéreo

O ministro chileno da Defesa, Andrés Allamand, informou neste domingo que as equipes de resgate encontraram no mar mais restos mortais dos passageiros que estavam no avião militar que caiu quando tentava pousar na ilha Robinson Crusoé, com 21 pessoas a bordo.

“Encontramos restos mortais de passageiros do avião (…) que serão enviados para identificação por parte do Serviço Médico Legal” em Santiago, disse Allamand, que acompanha os trabalhos de resgate a partir da ilha, a 700 quilômetros do continente.

De fato, os restos já foram enviados em um avião militar para a capital chilena, segundo imagens da TV local.

O ministro destacou que os elementos encontrados no mar “reforçam a hipótese de desintegração da aeronave” e advertiu que “eventualmente, não encontraremos alguns corpos”.

As buscas se concentram na fuselagem do avião, onde podem estar os 17 corpos ainda desaparecidos.

No sábado, os grupos de resgate encontraram quatro corpos, identificados pelo Serviço Médico Legal de Santiago como Erwin Núñez, cabo da Força Aérea, Galia Díaz, funcionária do Conselho Nacional de Cultura, Roberto Bruce, jornalista do canal TVN, e Silvia Slager, produtora da TVN.

Os trabalhos são realizados por equipes da Força Aérea e da Marinha chilena, apoiadas por grupos de pescadores e moradores locais, que vasculham áreas próximas ao aeroporto da ilha, localizada no oceano Pacífico.

“A busca continua e será mantida até que seja possível encontrar os restos de cada um”, afirmou hoje o secretário-geral da Força Aérea chilena, Maximiliano Larraechea.

O general revelou que um sonar da Marinha chilena já trabalhava na região, com o objetivo de encontrar a fuselagem do avião.

O acidente aéreo ocorreu na sexta-feira, quando o avião, um Casa-212, desapareceu após duas tentativas de pouso frustradas.

O acidente comoveu o Chile, porque entre os ocupantes encontrava-se o famoso apresentador da televisão local Felipe Camiroaga, astro do canal estatal após comandar, por quase uma década, um programa matinal, que o mantinha nas telas por quatro horas diárias.

Camiroaga, junto a uma equipe de seu programa, viajava à ilha Robinson Crusoé para fazer uma reportagem sobre os trabalhos de reconstrução do local, arrasado após o tsunami de 27 de fevereiro de 2010.

DA FRANCE PRESSE

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