Comissão a agente pode ter teto como no caso Neymar

A Fifa anunciou ontem que pretende limitar a comissão recebida por agentes em transferências de jogadores.

A entidade que comanda o futebol mundial também quer obrigar os clubes a tornar pública a quantidade precisa repassada a cada intermediário das negociações.

Segundo Marco Villiger, diretor de assuntos legais da federação, o objetivo é regulamentar a prática dos agentes.

A Fifa considera que os empresários dos jogadores recebem muito dinheiro para apenas intermediar negociações.

Fábio Seixas -09.jul.2011/Folhapress
Entrada da sede da Fifa em Zurique, na Suíça
Entrada da sede da Fifa em Zurique, na Suíça

E sugere que o limite do repasse seja algo em torno de 2% ou 3% de cada venda.

O grupo de trabalho que analisa a questão também fala da possibilidade de teto de US$ 2 milhões (cerca de R$ 3,5 milhões) por repasse.

Para efeito de comparação, a oferta do Real Madrid para ter Neymar, de R$ 138 milhões, renderia até R$ 36,7 milhões aos intermediários, como o agente Wagner Ribeiro.

A Fifa decidiu revisar as normas em relação aos empresários após constatar uma série de “falhas no sistema”. Segundo a entidade, apenas 30% das comissões de negociações internacionais chegam a agentes registrados.

Villiger disse que a falta de regulamentação da prática acarreta em “muita pressão e abusos” sobre os jogadores.

“E também um custo elevado aos clubes, que poderiam economizar quantidades importantes de comissões e investi-las para melhorar a situação do futebol e dos jogadores”, afirmou o diretor.

O grupo de trabalho também estuda medidas para evitar os conflitos de interesses entre agentes e jogadores.

Uma das saídas seria melhorar a formação dos atletas em assuntos jurídicos e econômicos, reduzindo assim sua dependência em relação a seus representantes legais.

“O objetivo não é desregular a profissão de intermediário, mas incrementar o controle sobre os representantes dos jogadores, treinadores e clubes”, declarou o cartola.

Mas a entidade internacional acredita que, a longo prazo, a profissão de intermediário deixe de ser necessária no mundo do futebol.

A ideia é que jogadores e clubes possam, eles próprios, estar à frente das operações de transferência, com a assessoria da Fifa. Para facilitar o processo, a entidade pretende ter a ajuda das novas tecnologias de comunicação.

As propostas elaboradas pelo grupo de trabalho serão debatidas em um congresso internacional da Fifa, em 2012, onde estarão presentes todas as partes implicadas.

Com as agências de notícias

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