Comissão de Ética só reavaliará caso Lupi em 2012

O presidente da Comissão de Ética Pública da Presidência da República, Sepúlveda Pertence, afirmou na tarde desta quinta-feira (1º) que um eventual reexame da decisão que recomendou a exoneração do ministro Carlos Lupi (Trabalho) só ocorrerá no ano que vem.

Lupi, após conversa com a presidente Dilma Rousseff, quando ganhou sobrevida à frente da pasta e solicitou à comissão acesso ao processo para que possa pedir a reconsideração da análise do grupo.

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Geraldo Magela – 17.nov.2011/Agência Senado
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, durante depoimento no Senado
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, fala no Senado

Segundo Pertence, o pedido de Lupi é “admissível” e, “em tese”, a comissão pode voltar atrás. O conselheiro, no entanto, evitou polemizar, tanto com Lupi quanto com a decisão de Dilma de não acatar de imediato a recomendação da comissão.

“A comissão tem um poder excepcional e relativo”, afirmou.

Relatora do caso, a conselheira Marília Muricy reafirmou sua convicção em relação à responsabilidade de Carlos Lupi, mas também negou desconforto ou frustração com a possibilidade de revisão do caso.

“Essa situação faz parte do jogo institucional. Alguém que é atingido se considera carecedor de outro tratamento e vai à luta”, afirmou.

Muricy negou que haja possibilidade de mudança no relatório neste momento. Segundo ela, o documento já é de acesso público. A Folha solicita acesso ao relatório desde a manhã de hoje, mas a comissão ainda não permitiu que a reportagem leia os argumentos de Marília Muricy.

A conselheira também negou que a comissão tenha queimado etapas na análise sobre o caso de Lupi. Em outros casos, como o dos ex-ministros da Casa Civil Antonio Palocci e Erenice Guerra, as decisões demoraram meses.

“A interpretação [do colegiado] é de que o processo ético não requer cisão de várias etapas. Nossa missão é prestar contas para a sociedade o mais rápido possível”, disse.

Com a Folha.com

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