Como esperado pela diretoria, Leão passa a incendiar São Paulo

Emerson Leão se irritou com o comportamento do São Paulo em sua estreia no clube. E não escondeu a irritação com a derrota por 2 a 0 ante o Libertad, que tirou o time da Copa Sul-Americana.

Em entrevista concedida ontem, o treinador reclamou de tudo o que acha que anda errado no Morumbi. Da apatia dos atletas a Lucas, passando pela falta de líderes e a timidez. Foram vários os alvos de suas duras críticas.

  Ricardo Nogueira/Folhapress  
Emerson Leão comanda treinamento do São Paulo no CT da Barra Funda
Emerson Leão comanda treinamento do São Paulo no CT da Barra Funda

Fez, basicamente, o que o presidente Juvenal Juvêncio espera dele. A pouco mais de um mês do fim da temporada, foi contratado para incendiar um grupo de jogadores que, para a diretoria, é morno e precisa de uma chacoalhada para salvar o ano.

O São Paulo não venceu os últimos sete jogos que fez no Brasileiro. E, com a queda na Sul-Americana, tem no Nacional o único caminho para ir à Libertadores-2012.

“Dei um alerta, falei que somos felizardos de ainda termos sete rodadas para definirmos se queremos passar as férias com sorriso ou melancolia”, afirmou Leão.

O treinador defende que, para sair da onda decadente, o time mude radicalmente de cara. Precisa melhorar a pegada, vibrar mais, deixar a timidez de lado e falar alto.
“Eles são pagos para jogar do meu jeito”, afirmou.

Apesar do discurso motivacional e da promessa de que irá recuperar Lucas (“Comigo, ele vai jogar”), o técnico não parece muito otimista.

Questionado se poderia deixar o São Paulo atual tão vibrante quanto o time que foi campeão paulista de 2005, foi enfático: “Não se faz cascudo sem um coração feroz”.
E, na onda de críticas, sobrou até para Rogério. O técnico deu a entender que não aceitará que o goleiro jogue no sacrifício e confirmou que o capitão não enfrentará o Vasco amanhã, no Rio — Luis Fabiano, também machucado, é outro que fica fora.
Leão quer aproveitar a ausência de Rogério para tentar resolver outro problema detectado: a liderança exclusiva exercida pelo camisa 1.

“A voz do Rogério pode até ser eterna fora de campo, mas não dentro. Precisamos de um segundo comando.”

 

Com a Folha.com

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