Corpo de estudante que se matou em escola é velado na Grande SP

O velório do estudante de 10 anos que atirou em sua professora e depois se matou com um tiro na cabeça começou por volta das 23h30 de quinta-feira (22), no Velório Municipal do Cemitério das Lágrimas, em São Caetano do Sul (Grande São Paulo).

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A tragédia aconteceu às 15h50 de ontem na escola municipal Professora Alcina Dantas Feijão, considerada a mellhor pública de Sãoi Caetano do Sul. O garoto é filho de um guarda civil municipal e usou a arma do pai –um revólver calibre 38– para fazer os disparos.

Vários guardas civis, amigos do pai do garoto, saíram direto do trabalho e passaram pelo velório para dar apoio à família. Coroas de flores também foram enviadas por colegas em solidariedade ao pai do garoto, que chorava sem parar e não quis dar entrevistas.

Alguns guardas municipais disseram que o colega N.E.M é um profissional responsável e que o filho era um bom garoto.

Durante a madrugada, uma equipe da guarda-civil municipal de São Caetano fazia segurança da escola onde aconteceu o crime.

Zanone Fraissat/Folhapress
Velório do estudante de 10 anos que atirou em professora e depois se matou, em São Caetano do Sul
Velório do estudante de 10 anos que atirou em professora e depois se matou, em São Caetano do Sul

TRAGÉDIA

D.M.N., aluno do 4º ano da escola municipal Professora Alcina Dantas Feijão, disparou contra a professora Rosileide Queiros de Oliveira, 38, dentro da sala de aula, diante de 25 colegas de sala.

Segundo a polícia, o aluno pediu para ir ao banheiro e, quando voltou, já estava armado. Depois de atirar contra Rosileide, o garoto se retirou da sala, sentou em uma escada e disparou nele próprio, na cabeça.

Ambos foram socorridos com vida. O aluno foi atendido no Hospital de Emergência Albert Sabin, em São Caetano. Ele teve duas paradas cardíacas e morreu às 16h50, ainda de acordo com a prefeitura da cidade.

A professora levou um tiro nas costas, na altura do quadril e sofreu uma fratura na patela direita. Ela foi socorrida pelo helicóptero Águia da PM, recebeu os primeiros atendimentos em um hospital da região e foi transferida para o Hospital das Clínicas, em São Paulo. Seu estado de saúde é estável e ela não corre risco de morte, segundo a prefeitura de São Caetano do Sul.

O pai do aluno chegou a sentir falta da arma durante a manhã de quinta e procurou seu filho mais velho, que não estava com ela. A família soube que o garoto de 10 anos havia pego o revólver do pai somente após o ocorrido. Segundo o secretário municipal de Segurança Pública, Moacyr Rodrigues, a arma é particular e não pertence à guarda civil.

A polícia investiga se o menino era vítima de bullying.

Com a Folha.com

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