Cristina Kirchner será reeleita com folga, segundo pesquisa

A presidente argentina, Cristina Kirchner, deve ser reeleita com facilidade no domingo, com quase 55% dos votos e uma liderança expressiva sobre seu rival mais próximo, mostrou uma pesquisa de opinião divulgada nesta quinta-feira.

O apoio à presidente de centro-esquerda está atualmente em 54,6%, de acordo com a mais recente pesquisa da empresa local Management & Fit, contra 53,2% na sondagem anterior, realizada no início deste mês.

Isso a coloca mais de 40 pontos à frente do rival mais próximo, o governador socialista Hermes Binner.

Se o resultado de domingo confirmar a pesquisa, essa seria a maior vitória eleitoral desde que a democracia retornou ao país em 1983, quando Raúl Alfonsín obteve 51,8% dos votos.

Também seria uma melhora significativa em relação aos 45,3% que Cristina obteve em 2007, quando ela sucedeu seu marido, o ex-presidente Néstor Kirchner.

Cristina obteve pouco mais que 50% dos votos nas primárias de agosto, vistas como um ensaio para a eleição de 23 de outubro porque todos os partidos já haviam apontado seus candidatos.

Em um distante segundo lugar está Binner, com apoio de 11,6%, levemente abaixo dos 12,4% da pesquisa anterior da Management & Fit.

O legislador social-democrata Ricardo Alfonsín, filho do ex-presidente falecido Raul, está disputando o terceiro lugar com o governador da província de San Luis, Alberto Rodriguez Saa, que tem 5,2% de apoio, segundo a pesquisa.

Cristina, que deu ao Estado um papel determinante na economia, sofreu baixos níveis de aprovação e protestos enfurecidos de agricultores e eleitores de classe média no começo de seu mandato.

Mas a morte repentina do marido Nestor há um ano provocou a solidariedade do público, que lhe deu impulso nos níveis de aprovação, que ela vem conseguindo manter.

Segundo a lei eleitoral argentina, os candidatos têm vitória garantida em primeiro turno se conquistarem mais de 45% dos votos.

A pesquisa da Management & Fit foi realizada nos últimos 10 dias com 2.000 pessoas e tem margem de erro de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, com 14,3% dos consultados afirmando não saber ou não respondendo.

DA REUTERS

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