DE SACO DO MARTINHO A PARNAMIRIM

Parnamirim querida desde menina

Amada por todos nos

Nas águas do Rio Brígida

Eu ouço a tua vos.

-Já foi Saco do Martinho

Santana do saco também

Depois foi Leopoldina

Hoje é Parnamirim

Que os anjos digam amem.

-Sua história é bela

Contada pelos mais velhos

Um Frade Capuchinho

Fundou o Cemitério

E sua primeira Capela.

– Ainda Santana do Saco

Foi fundada a sua Igreja local

Padre Manoel Simplício do Sacramento

O seu primeiro Vigário

Por uma Lei Provincial.

-Desapareceu sua antiga Capela

Foi construída a Igreja Matriz

Em mil oitocentos e oitenta e sete

Pelo Frade Cassiano de Cama chio

Na época a coisa mais bela.

-Em 25 de maio de 1870

O seu nome foi mudado

Para o de Leopoldina

Homenageando a Princesa

Filha de Pedro Segundo.

-Desmembrada de Cabrobo

Por uma Lei Provincial

Foi criada em Leopoldina

Sua Câmara Municipal.

-Os primeiros Vereadores

Foram logo empossados

Quase todos eram Agras

Nascidos no século passado.

-No total eram oito

Tinha dois Capitães

O resto eram recrutas

Desbravando estes sertões.

-José Joaquim amando Agra

João de Araujo Costa

Eufrásio da Costa A. Filho

Ângelo Ernesto da Costa Agra.

-Martiniano da Costa Agra

Cipriano Rodrigues da Silva

João Cardoso de Miranda

Martinho Martiniano da Costa Agra.

-A vila de Leopoldina

Teve foros de Comarca por Decreto

Pelo Governador do Estado

Dr. Constantino Maranhão

Seu primeiro Juiz de Direito.

-A Lei orgânica dos Municípios

De numero cinquenta e dois

No ano de mil oitocentos e noventa e dois

E em dezesseis de junho de 1893

Tornou-se um Município autônimo.

-Lembro-me de uma Capela

Na Fazenda Humaitá

Hoje só restam os escombros

Desapareceram de lá pra cá.

Fonte:  De José Nelson Sales

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