Desemprego no país recua para 10,1%, aponta Seade/Dieese

A taxa de desemprego no país em outubro foi de 10,1%, ante 10,6% em setembro, de acordo com pesquisa realizada pela Fundação Seade e pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) em sete regiões metropolitanas e divulgada nesta quarta-feira (30).

Em outubro, havia 2,240 milhões de pessoas desempregadas no país, 122 mil a menos do que em setembro.

Rendimento do trabalhador volta a crescer no país, diz pesquisa

Apenas Salvador apresentou ligeira alta, praticamente estável, ao passar de 15,8%, em setembro, para 15,9% em outubro.

A taxa registrada em São Paulo foi de 9,9%, ante 10,6%, a menor desde 1991.

As reduções significativas foram registradas em Porto Alegre (de 7,7% para 7,1%) e Fortaleza (de 8,9% para 8,3%)

Em Belo Horizonte houve redução da taxa de 6,4% para 6%, seguida por Recife (de 13,9% para 13,5%), Distrito Federal (12,5% para 12,2%).

O total de ocupados nas sete regiões pesquisadas foi estimado em 20,04 milhões de pessoas, para uma PEA (População Economicamente Ativa) de 22,2 milhões.

Na divisão por atividade, o nível de ocupação subiu em dois dos cinco setores. Na indústria, com abertura de 44 mil vagas, alta de 1,5%; e em serviços, com 78 mil novas vagas, alta de 0,7%.

Houve redução em outros setores, com fechamento de 24 mil vagas, queda de 1,5%; e na construção civil, com fechamento de 19 mil vagas, queda de 1,4%.

No comércio, houve variação negativa e fechamento de 13 mil postos de trabalho, queda de 0.4%.

RENDIMENTO

O rendimento médio real dos ocupados (descontada a inflação) voltou a crescer no país em setembro, ficando em R$ 1.387. Já o dos assalariados ficou em R$ 1.445.

Este é a primeira alta no rendimento no ano, antes, houve oito quedas consecutivas e os dois últimos meses (julho e agosto) foram de estabilidade.

PEA

Segundo a divulgação, desde 2008 a PEA não havia apresentado redução no mês de outubro, quando, geralmente cresce apoiada à sazonalidade da procura de vagas típica do fim do ano, quando a oferta de trabalho cresce.

“Essa diminuição é atípica para o último trimestre do ano. Uma das hipóteses que podem explicar isso é o comportamento da população que reage às notícias da crise e assim não saem em busca de emprego e adiam sua entrada no mercado de trabalho”, afirma Alexandre Loloian, técnico do Dieese.

A outra hipótese, ressalta Loloian, é que o Brasil, embora o desaquecimento da economia seja visível, o país vem de uma situação recente muito boa, com recordes de emprego, consumo e produção. “Como a situação é de conforto, deve estar havendo uma espera na procura de emprego de outros membros de uma família. O que em tempos ruins não ocorre, todos buscam emprego”, avalia.

Com a Folha.com

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