Dólar recua para R$ 1,76; Bovespa ganha 0,38%

Os mercados moderaram um pouco do pessimismo predominante nesta semana, por conta dos desdobramentos da crise das dívidas soberanas na Itália.

Dessa forma, o dólar comercial (referência para operações de comércio exterior), variou entre R$ 1,775 e R$ 1,756, para encerrar o expediente na marca de R$ 1,761, o que representa um decréscimo de 0,84% sobre o fechamento de ontem.

Premiê britânico diz que Itália representa um perigo para a zona do euro

Para turistas, o dólar foi vendido por R$ 1,880 (alta de 0,53%) e comprado por R$ 1,700 nas casas de câmbio paulistas.

Ainda operando, a Bovespa registra valorização de 0,38%, aos 57.778 pontos. O giro financeiro é de R$ 3,47 bilhões. Nos EUA, a Bolsa de Nova York sobe 1,39%.

A informação de que o BCE (Banco Central Europeu) foi a mercado para comprar os desvalorizados títulos da dívida italianos aliviou parte da tensão nas praças financeiras nesta quinta.

Ontem muitos agentes financeiros se alarmaram com fato de que grandes compradores de bônus soberanos haviam demandado uma remuneração acima de 7% para tomar os títulos da Itália.

Esse patamar de juros é normalmente associado a países que precisam de ajuda externa para fechar suas contas, a exemplo da Grécia.

A perspectiva de que uma das maiores economias da planeta também necessite de um plano de resgate financeiro, já estimado em centenas de bilhões de euros por algumas consultorias econômicas, assombrou e ainda mexe com os nervos dos participantes dos mercados.

“A Itália é a terceira maior economia da zona do euro e sua situação atual é um perigo claro e presente”, comentou hoje o premier britânico David Cameron.

Também colaborou para acalmar (um pouco) os agentes financeiros o fato de que duas importantes crises políticas já apontaram um desfecho: na Grécia, o ex-vice-presidente do BCE (Banco Central Europeu), Lucas Papademos, assumiu como primeiro-ministro da Grécia no lugar do desgastado George Papandreou.

E na Itália, o ex-comissário europeu Mario Monti já desponta como o mais provável candidato para substituir o ainda mais desgastado premier Silvio Berlusconi.

O país deve continuar em foco nos próximos dias, principalmente porque neste final de semana o parlamento local deve apreciar uma série de reformas que visam melhorar as condições financeiras do país, tal como exigido pela União Europeia.

JUROS FUTUROS

As taxas de juros projetas no mercado futuro da BM&F tiveram um repique hoje, depois de dias em que os investidores anteciparam uma queda mais drástica da “Selic” nos próximos meses.

Para abril de 2012, a taxa prevista avançou de 10,47% ao ano para 10,53%. Para julho de 2012, a taxa projetada passou de 10,17% para 10,22%. E para janeiro de 2013, a taxa prevista aumentou de 9,97% para 10%. Esses números são preliminares e ainda estão sujeitos a ajustes.

Com a Folha.com

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