Em agosto, neblina afetou tráfego na Imigrantes a cada 3 dias

A quantidade de dias com neblina intensa -que exige a realização de comboios para a descida dos motoristas ao litoral paulista- aumentou 85% neste ano no sistema Anchieta-Imigrantes.

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Foram 24 operações nos primeiros oito meses deste ano, contra 13 no mesmo período de 2010.

Em agosto, período mais crítico deste ano, os motoristas foram escoltados por comboio em um a cada três dias. Essas operações são feitas quando a visibilidade é inferior a 100 metros, mas só na descida -a justificativa é que na subida da serra os carros já trafegam devagar.

Editoria de Arte/Folhapress

A informação é de reportagem de Alencar Izidoro, Elton Bezerra e Marília Rocha publicada na Folha .

A neblina, prevista para se repetir até a madrugada de domingo, é citada pela Polícia Rodoviária como principal causa do engavetamento de cerca de 300 veículos na Imigrantes, que deixou um morto e 51 feridos -nove estavam internados ontem.

Para advogados ouvidos pela Folha, a Ecovias pode ser responsabilizada pelo acidente. Eles afirmam que a empresa deveria ter feito uma operação comboio para que os carros passassem pela neblina com segurança, ou mesmo interditado a via.

A Ecovias nega ter havido falhas, diz que deu alertas aos motoristas e que a sinalização era adequada. A Artesp (agência paulista que regula as concessões) diz que não houve descumprimento contratual por parte da Ecovias, mas que está acompanhando do caso.

ESPERA

Por causa do acidente que ocorreu na quinta-feira (15), a pista norte da Imigrantes ficou interditada por mais de 22 horas e só foi liberada na manhã de sexta.

De acordo com a concessionária Ecovias, 104 veículos foram retirados da pista e levados ao pátio, mas a remoção definitiva depende de cada motorista.

Ontem, vários motoristas ainda esperavam a remoção. Carlos Ramos Prata, 44, ainda não sabia como ia fazer para levar seu caminhão avariado embora.

Ele disse que ia para Indaiatuba (98 km de SP) com uma carga de aparelhos eletrônicos. Chegando próximo ao Rancho da Pamonha, pouco antes do km 41, percebeu a sinalização de outros motoristas de que algo estava errado, mas não conseguiu escapar do acidente e acabou atingido por um ônibus.

“Agora estou esperando pra ver quem vai pagar o guincho”, afirmou. Ele estima suas perdas em R$ 40 mil e disse que não ficou ferido, apesar de ter sentido dores devido ao o impacto da batida.

  Cristina Moreno de Castro/Folhapress  
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Com a Folha.com

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