Em dia instável, Bovespa perde 0,29%; dólar vale R$ 1,84

Tanto a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) quanto o dólar mostram volatilidade na rodada de negócios desta segunda-feira.

O índice Ibovespa, que reflete os preços das ações mais negociadas, recua 0,29%, aos 53.900 pontos. O giro financeiro é de R$ 2,17 bilhões.

O dólar comercial é negociado por R$ 1,848, em alta de 1,03%. A taxa de risco-país marca 273 pontos, número 0,36% abaixo da pontuação anterior.

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As Bolsas europeias encerraram os negócios em terreno positivo, a exemplo de Londres (avanço de 0,44%), Paris (1,75%) e Frankfurt (2,86%).

Nos EUA, a Bolsa de Nova York registra ganhos de 1,31%, pela referência do índice Dow Jones.

O mercado está dividido. Uma parcela dos investidores e analistas ainda opera sob expectativa de um novo plano de “salvamento” para a Grécia, país que é um dos mais sérios candidatos a anunciar um calote no curto prazo, ao mesmo tempo em que preserve o sistema bancário europeu. Em paralelo, há bastante desconfiança sobre a capacidade, e a agilidade das principais lideranças europeias em consolidar e executar essas providências antes que “pior cenário” prevaleça.

A semana do mercado financeiro começou com algumas esperanças de que o BCE (Banco Central Europeu) e outros organismos internacionais avaliem um reforço do bilionário fundo de estabilidade financeira europeu, acordado no ano passado. Não existem, no entanto, detalhes concretos sobre a proposta.

Há também expectativas sobre a próxima visita do FMI à Grécia, uma das etapas fundamentais para que o país mediterrâneo ganhe acesso às novas parcelas do pacote de socorro financeiro acertado em 2010.

VOLATILIDADE

Economistas concordam que a volatilidade dos mercados pode se estender até outubro, pelo menos.

O motivo é que a Grécia continua no olho do furacão. O país mediterrâneo ainda negocia com o FMI e a União Europeia a liberação de novas parcelas do pacote de socorro financeiro acertado no ano passado, enquanto corre contra o relógio, para evitar um possível ‘default’ (suspensão de pagamentos).

É um fato conhecido que essa nação europeia deve ficar sem caixa para saldar seus compromissos financeiros no final do próximo mês. O calote já é visto como uma realidade por muitos especialistas, que já consideram a hipótese de um ‘calote controlado’, em que as perdas dos detentores de títulos gregos seriam amenizadas, de maneira a minimizar os danos do sistema financeiro europeu.

No final de semana, o ministro grego das finanças, Evangelos Venizelos, prometeu reduzir o deficit no orçamento público ‘qualquer custo político’. Nos próximos dias, uma missão do FMI deve retornar a esse país para acompanhar o programa de ajuda ao país coordenado pela instituição e pela União Europeia.

E a chanceler alemã Angela Merkel afirmou que confia na avaliação do Fundo de que a dívida grega permanece sustentável. Em uma entrevista a um popular programa da TV alemã, a líder ainda afirmou um calote grego destruiria a confiança dos investidores na zona do euro.

‘O que não podemos fazer é destruir a confiança de todos os investidores e termos uma situação onde eles possam dizer que se fizemos isso pela Grécia, faremos também pela Espanha, pela Bélgica ou qualquer outro país. Então, nenhuma pessoa colocaria dinheiro na Europa mais’, afirmou, de acordo com a agência Reuters.

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