Em sessão tensa, Bovespa cai mais de 3% e dólar alcança R$ 1,68

Em uma nova jornada de pessimismo global, as principais Bolsas de Valores mundiais, incluindo a Bovespa, sofrem fortes perdas, enquanto a taxa de câmbio doméstica volta a alcançar preços não vistos desde meados de março.

No velho continente, as quedas variam entre 2,3% (Londres) e 4,1% (Frankfurt), enquanto nos EUA a Bolsa de Nova York derrete 2,56%.

Já no front doméstico, o índice Ibovespa cai 3,12%, aos 55.823 pontos. O giro financeiro é de R$ 2,39 bilhões.

O dólar comercial é negociado por R$ 1,681, em alta de 1,20%. A taxa de risco-país marca 221 pontos, número 3,27% acima da pontuação anterior.

Investidores e analistas encararam com ceticismo as medidas anunciadas ontem à noite (após o fechamento da Bovespa) pela Casa Branca para estimular a criação de empregos. Apesar do valor orçado (cerca de US$ 400 bilhões) ser superior à cifra anteriormente divulgada, o teor do novo plano da gestão Obama não entusiasmou os comentaristas econômicos e muitos vaticinaram dificuldades para o projeto ser aprovado no Congresso.

Entre outras notícias importantes do dia, também chamou a atenção dos mercados a desaceleração do principal índice de preços chinês. Entre julho e agosto, a taxa passou de 6,5% (o maior nível em três anos) para 6,2%, abaixo das projeções de analistas do setor financeiro. Desde o ano passado, Pequim tem adotado várias medidas para conter o aquecimento da economia e domar a inflação.

E hoje, mais uma autoridade econômica de influência mundial reforçou os apelos para que os países lancem mão de novas medidas para estimular suas economias e evitar a recaída numa recessão.

A diretora-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Christine Lagarde, pediu “urgência” e “convicção” e inclusive “medidas pouco convencionais” para combater a crise mundial.

“A atividade global se desacelerou, os riscos financeiros aumentaram, enquanto o reequilíbrio global da demanda, necessário para o crescimento global, se estagnou’, disse ela, acrescentando que ‘o risco de recessão supera o da inflação”.

Com a Folha.com

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