Especialista em biologia evolutiva da Universidade de Yale conhece o Projeto Aedes Transgênico – PAT

Desenvolvido pela Moscamed através da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia/Brasil, o Projeto Aedes Transgênico – PAT desperta o interesse das principais instituições de ensino e pesquisa do Brasil e de outros países que estudam biologia molecular. No último mês, a Moscamed recebeu o pesquisador, Dr Jeffrey Powell, do Departamento de Ecologia e Biologia Evolutiva da Universidade de Yale. O pesquisador visitou a biofábrica e conheceu a produção do Aedes transgênico, espécie desenvolvida pela empresa inglesa OXITEC – e todas as outras etapas do projeto, que já liberou mais de 18 milhões de mosquitos no estado da Bahia.

“Nós temos a maior liberação de mosquitos transgênicos para supressão populacional do inseto no mundo. Houveram outras experiências, mas somente o Projeto Aedes Transgênico liberou essa quantidade e obteve resultados efetivos. Nas comunidades de Itaberaba e Mandacarú reduzimos de 85% a 100% a população do mosquito”, apresentou Malavasi.

O Projeto Aedes Transgênico (PAT) visa controlar a transmissão do vírus dengue produzindo linhagens de mosquitos machos geneticamente modificados (OGM), que serão capazes de suprimir populações naturais do transmissor da doença. O projeto foi desenvolvido como método de controle biológico do mosquito Aedes aegypti num convênio de cooperação técnica com a pesquisadora Margareth Capurro, da Universidade de São Paulo (USP).

Cientistas da OXITEC, empresa inglesa responsável pela criação da espécie introduziram um gene mortal no mosquito Aedes aegypti, que impossibilita o desenvolvimento da prole desses mosquitos, ou seja, eles não serão capazes de chegar à fase adulta, e, por isso, não conseguirão transmitir a doença.

Sobre a visita do especialista, Malavasi salientou a posição da biofábrica nas discussões sobre a pesquisa em genética e técnicas de esterilização voltadas para o controle de pragas no mundo. “A Moscamed é reconhecida no país e internacionalmente por instituições de ensino, pesquisa e tecnologia por seu trabalho e no Brasil por entidades como CAPES, FAPESB e USP”, destacou.

O pesquisador conheceu as instalações e acompanhou todo o processo de produção acompanhado pelas supervisoras de produção, Michelle Pedrosa (Moscamed) e Amandine Collado (OXITEC), e a supervisora de liberação em campo, Luiza Garziera.

Jeffrey R. Powell, Ph.D, professor, iniciou o trabalho com o mosquito Aedes aegypti, na Universidade de Notre Dame, na Universidade Rockefeller, começou os estudos de genética de populações empíricos de Drosophila. Seus principais interesses são questões básicas de genética evolutiva e evolução molecular em grande parte, utilizando Drosophila como um organismo modelo e aplicação de tecnologias genéticas e conceitos para mosquitos para ajudar na luta contra as doenças que eles transmitem.

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Iana Lima

Jornalista (DRT BA 2395)

Assessora de Imprensa

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