Estudantes de medicina fazem protesto na Índia

Estudantes de medicina fizeram um protesto nesta quinta-feira (8) em Nova Déli, na Índia, contra a decisão do governo indiano de obrigar a categoria a trabalhar por um ano em áreas rurais do país.

Os estudantes pedem que o trabalho nas áreas rurais seja feito de maneira voluntária, segundo a imprensa local. Eles argumentam ainda que a obrigação de atuar no interior sem a infraestrutura adequada é injusta. Policiais instalaram barricadas para impedir a sequência do protesto, mas os estudantes empurraram os bloqueios., como informa a agência Reuters.

O presidente da Associação Médica de Nova Déli, Anil Agarwal, afirmou que a proposta do governo não servirá a nenhum propósito. “O curso, que tinha cinco anos e meio, incluindo estágio, agora terá seis anos e meio. O governo vai adicionar um ano na vida dos estudandes de medicina, o que não servirá nem ao governo, nem ao público, porque eles não têm experiência prática. Se forem colocados numa vila onde faltam instalações, o que farão ali? Espera-se que nessa fase eles trabalhem sob supervisão, não de forma independente. Assim, se algo errado acontecer, eles simplesmente serão atacados”, afirmou Agarwal ao jornal local “Business Standard”.

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A discussão na Índia lembra a polêmica entre o governo do Brasil e instituições da classe médica, por causa do programa Mais Médicos, que propõe a imediata contratação de profissionais para áreas carentes, e um período obrigatório de 2 anos de atendimento no SUS para os estudantes.

Assim como na Índia, os representantes de classe questionam como os médicos alocados em lugares carentes enfrentarão a eventual falta de estrutura, e se o governo pode obrigar os estudantes de medicina a trabalharem no SUS.

Estudantes de medicina empurram barricadas instaladas pela polícia durante protesto em Nova Déli nesta quinta-feira (8) (Foto: Adnan Abidi/Reuters)

Estudantes de medicina empurram barricadas instaladas pela polícia durante protesto em Nova Déli nesta quinta-feira (8) (Foto: Adnan Abidi/Reuters)

Fonte: Do G1

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