Estudo para traçar perfil dos paciente com câncer é realizado em Petrolina

É com o objetivo principal de traçar um perfil do paciente com câncer e, em cima de resultados de pesquisas poder direcionar ações mais específicas de prevenção e controle da doença, que o Centro de Oncologia da Associação Petrolinense de Amparo à Maternidade e à Infância (APAMI), em Petrolina,no Sertão de Pernambuco, desenvolve um estudo pioneiro na região, através do Centro de Ensino, Pesquisas e Prevenção em Oncologia (CEPPO), formado por profissionais de saúde, pesquisadores, além de estudantes dos cursos de Medicina e Enfermagem da Universidade Federal do Vale do São Francisco.

“Pretendemos conhecer a situação do câncer aqui na região. O próprio ministério da Saúde reconhece que esse é um problema de saúde pública e a gente precisa ter os dados reais da situação não somente em Petrolina, bem como dos municípios circunvizinhos que recebem assistência oncológica. Inicialmente está sendo feito um levantamento dos índices de mortalidade. A partir disso, verificaremos o quanto a doença vem se desenvolvendo. A partir destes levantamentos poderemos traçar metas mais específicas para a prevenção da patologia”, frisa a coordenadora do CEPPO, Kamilla Maria Alencar.

Os trabalhos tiveram início em outubro de 2011, com a elaboração dos projetos de pesquisa. “Na verdade, serão várias etapas. Queremos conhecer o perfil do paciente, saber quais os tipos de câncer mais comuns, o quanto aumentam a cada ano, como é desenvolvido o tratamento, região que tem mais incidência. Mas não vamos estudar só isso. Um tratamento na oncologia pode ter longa duração e precisamos saber o impacto no SUS, saber o que tem mudado nos últimos anos, como está o acompanhamento do paciente, levantar se existe carência na assistência, saber o que é oferecido na região em termos de exames, detecção, monitoramento. Tudo isso tem que ser verificado”, explica a coordenadora.

De acordo com Kamilla, um dos benefícios imediatos do CEPPO está relacionado à formação do profissional da área de saúde. “Inevitavelmente há uma troca de informações, quando se faz uma pesquisa desse porte. Tudo pode melhorar quando temos mais condições de conhecermos o que estamos fazendo. No caso dos alunos que integram a pesquisa, por exemplo, poderão ter uma formação acadêmica em Oncologia bem mais condizente com o estágio atual da doença. Os profissionais ficam muito mais especializados para atender à comunidade”.

Uma das propostas do CEPPO é também divulgar os resultados dos estudos em congressos e publicações científicas. “Pretendemos fazer um trabalho intensivo e preventivo junto à comunidade. É sabido que a o câncer pode estar relacionado à questões genéticas, mas também tem muita influência dos hábitos de vida. Precisamos fazer um trabalho de conscientização para que as pessoas tenham ciência e possam nos ajudar nesse trabalho preventivo”, enfatiza Kamilla Maria Alencar.

Em 2011, o Centro de Oncologia da APAMI atendeu 11.200 pacientes em tratamento contra o câncer e realizou, ao longo do ano, mais de 11.800 exames.

Fonte: Da Folha.com

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