EUA alertam sobre ataques em resposta à morte de radical da Al Qaeda

As mortes na sexta-feira do clérigo islâmico radical Anwar al Awlaqi, ligado à rede terrorista Al Qaeda, no Iêmen, e do especialista em computação Samir Khan podem gerar ataques em retaliação contra os Estados Unidos, de acordo com o FBI (polícia federal americana) e o Departamento Nacional de Segurança.

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As duas agências, segundo a emissora americana de TV CNN neste sábado, divulgaram na noite de ontem um boletim conjunto dizendo que os apoiadores da Al Qaeda podem tentar colocar Al Awlaqi como um mártir em uma suposta guerra dos EUA contra o Islã.

O comunicado afirma que as mortes “podem prover motivação para ataques” por parte de “extremistas violentos”, tipos que os dois mortos tentavam recrutar e inspirar, segundo as agências.

  Efe  
O imã Anwar al Awlaki, cuja morte foi anunciada nesta sexta-feira pelo Ministério da Defesa do Iêmen
O imã Anwar al Awlaki, cuja morte foi anunciada nesta sexta-feira pelo Ministério da Defesa do Iêmen

O aviso veio menos de um dia depois dos EUA e do Iêmen anunciarem a morte de Al Awlaki –americano cuja fluência na língua inglesa e habilidades tecnológicas o tornaram um grande recrutador terrorista– durante uma operação em território iemenita. Na ocasião, também morreram Khan, um americano e duas outras pessoas que estavam no mesmo veículo que Al Awlaki.

Khan era especialista da Al Qaeda em programação de computadores e produzia a revista on-line em inglês Inspire, que tinha como intuito recrutar novos membros para a rede terrorista.

MORTE

A morte do imã radical foi anunciada na sexta-feira pelo Ministério da Defesa do Iêmen. “O dirigente terrorista da Al Qaeda Anwar al Awlaqi morreu ao lado de membros desta organização”, anunciou o porta-voz do ministério.

O governo não divulgou as circunstâncias da morte de Al Awlaqi, mas fontes tribais afirmaram às agências de notícias que ele morreu em um bombardeio aéreo dos EUA executado na manhã desta sexta-feira contra dois veículos que circulavam entre Maarib (ao este de Sanaa) e Juf, Província desértica na fronteira com a Arábia Saudita.

Al Awlaqi havia escapado de um bombardeio americano no Iêmen no início de maio, poucos dias depois de um comando especial dos Estados Unidos ter matado no Paquistão o líder da Al Qaeda, Osama bin Laden.

PREGAÇÃO NA INTERNET

Considerado uma “ameaça tão grande quanto Osama bin Laden”, o clérigo radical Anwar al Awlaqi era ligado à rede terrorista Al Qaeda e procurado pelos Estados Unidos por participação e incitação a atentados terroristas. Sua morte foi anunciada nesta sexta-feira pelo ministério da Defesa do Iêmen.

Al Awlaqi era conhecido por seus discursos na internet, em que dizia que, para matar americanos, não era preciso “consultar ninguém”. Há centenas de vídeos dele na web, nos quais dá sermões em árabe e inglês.

Considerado ultrarradical pelos EUA, Al Awlaqi fazia pregações convocando militantes e simpatizantes a participar de uma guerra santa contra o país. Em algumas das gravações, ele prega sobre os benefícios de se morrer em nome da religião.

TERRORISMO

Al Awlaqi era acusado de envolvimento no ataque que deixou 13 mortos e 42 feridos no dia 5 de novembro de 2009 em Fort Hood (Texas), porque se correspondia pela internet com o suposto autor do ataque, o psiquiatra militar de origem palestina Nidal Hassan.

Em um vídeo postado na internet em maio de 2010, o imã convocava os soldados americanos de religião muçulmana “a seguir o exemplo de Nidal Hassan, que matou soldados que partiam em direção ao Afeganistão e ao Iraque”.

Também foi relacionado ao atentado frustrado que o nigeriano Umar Faruk Abdulmutallab tentou praticar em um avião americano que voava de Amsterdã a Detroit no Natal de 2009.

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

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