EUA preparam mais sanções contra o Irã, diz Hillary

A secretária de Estado americana, Hillary Rodham Clinton, disse nesta terça-feira que os Estados Unidos se preparam para adotar novas sanções contra o Irã após a descoberta de um plano terrorista de Teerã que supostamente visaria matar o embaixador saudita em Washington.

Segundo ela, o plano que foi desbaratado deve “isolar ainda mais” o Irã da comunidade internacional.

Também hoje, a Casa Branca elogiou a ação que frustrou o plano de ataques contra as embaixadas da Arábia Saudita e Israel em Washington, e disse que o presidente americano, Barack Obama, ordenou há alguns meses “cooperação total” com as investigações.

Mais cedo, o procurador-geral dos Estados Unidos, Eric Holder, afirmou durante coletiva de imprensa nesta terça-feira que, após ser detido, um dos envolvidos confessou seu envolvimento com o plano terrorista e forneceu informações que apontam que o governo iraniano estaria por trás do plano.

Documentos judiciais registrados em uma corte federal de Nova York apontam que dois homens –identificados como Manssor Arbabsiar e Gholam Shakuri– foram indiciados por planejar uma ação terrorista e por conspirar para utiliizar armas de destruição em massa.

Holder disse ainda que mais ações serão tomadas “em breve” para que o Irã seja responsabilizado pelo plano de ataques.

Mark Wilson/France Presse/Getty Images – 4.mai.2011
Procurador-geral dos EUA, Eric Holder, forneceu detalhes sobre o complô desbaratado pelo governo americano
Procurador-geral dos EUA, Eric Holder, forneceu detalhes sobre o complô desbaratado pelo governo americano

Arbabsiar — que seria naturalizado americano e teria dupla cidadania– foi preso no final de setembro no aeroporto internacional John F. Kennedy, em Nova York. Shakuri — identificado como membro da unidade Quds, forças especiais da Guarda Revolucionária Iraniana– continua a ser procurado pelas autoridades americanas.

Segundo os documentos oficiais, Shakuri manteve uma conversa telefônica com Arbabsiar na qual aprovava o plano para matar Al Jubeir.

Em julho e agosto desse ano, ele teria entrado em contato com um agente inflitrado da agência antidrogas americana (DEA) que estava no México e pagado US$ 100 mil a ele para que matasse o embaixador.

Holder disse ainda, durante a coletiva, que o informante se fez passar por membro de um cartel de narcotraficantes mexicano, dizendo que poderia perpetrar o atentado por um preço de US$ 1,5 milhão.

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

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