Europa deve lançar união fiscal para combater crise, diz Merkel

A chanceler alemã, Angela Merkel, afirmou nesta sexta-feira que os países europeus estão a ponto de criar uma “união fiscal” com uma supervisão rigorosa para enfrentar a crise da dívida.

“Não estamos falando apenas de união fiscal, nós estamos começando a criá-la”, disse Merkel durante um discurso no Parlamento.

De acordo com Angela Merkel, a união orçamentária terá “regras estritas, ao menos para a Eurozona”.

Tobias Schwarz/Reuters
A chanceler alemã, Angela Merkel, durante discurso no Parlamento nesta sexta-feira
A chanceler alemã, Angela Merkel, durante discurso no Parlamento nesta sexta-feira

“O elemento central desta união da estabilidade, buscada pela Alemanha, será um novo teto de endividamento europeu”, completou a chanceler canciller, insistindo na intenção de convencer os sócios sobre a necessidade de mudar os tratados europeus para poder introduzir mais disciplina orçamentária.

“Não há mais alternativa que uma mudança dos tratados”, destacou, antes de rejeitar de maneira categórica os “eurobônus” como remédio para a crise que afeta a Eurozona.

“Quem não entende que os eurobônus não podem ser a solução da crise não compreende nada da natureza do problema”, disse.

FRANÇA

Ontem, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, destacou a necessidade de “refundar” a Europa e de restaurar sua credibilidade e confiança, e anunciou que na segunda-feira (5) irá se reunir com Merkel para lançar propostas que garantam o “futuro do continente”.

Em discurso na localidade de Toulon, Sarkozy disse que fará “todo o possível para que a França e a Alemanha sejam um pólo de unidade”.

Claude Paris/Associated Press
Presidente francês, Nicolas Sarkozy, discursa em Toulon; ele promete refundar a Europa
Presidente francês, Nicolas Sarkozy, discursa em Toulon; ele promete refundar a Europa

Segundo ele, a crise do euro é “uma crise de credibilidade” e “de confiança”.

O líder francês afirmou ainda que o que aconteceu com a Grécia” não se repetirá mais e que nenhum Estado da Eurozona entrará em default”.

“É preciso que fique claro que o que houve com a Grécia aconteceu em um contexto muito particular e que não se repetirá mais”, disse Sarkozy.

Ele disse estar “convencido” de que o BCE (Banco Central Europeu) é um organismo independente e continuará sendo (…) e atuará contra as ameaças da crise da dívida na Europa.

“O BCE fará sua parte contra o risco deflacionário que ameaça a Europa”, afirmou Sarkozy em Toulon (sul).

O presidente advertiu ainda os franceses sobre o risco de um “isolamento”, que teria consequências econômicas e sociais devastadoras, em resposta aqueles que questionam a vigência da Eurozona, ameaçada pela crise da dívida.

DA FRANCE PRESSE, EM BERLIM
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

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