Europa projeta arrecadar 55 bilhões de euros com novo imposto

A Comissão Europeia aprovou nesta quarta-feira uma proposta de imposto para transações financeiras que deve gerar 55 bilhões de euros anuais, anunciou seu presidente José Manuel Barroso ao Parlamento europeu em Estrasburgo.

Durante discurso, Barroso se mostrou a favor da emissão de bônus europeus, assegurou que a Grécia permanecerá na zona do euro e disse que “a crise da dívida constitui o maior desafio da história da UE (União Europeia)”.

“Durante os três últimos anos, os Estados membros ofereceram ajudas e garantias ao setor financeiro de 4,6 bilhões de euros. Agora é hora de o setor financeiro retribuir à sociedade”, disse.

A chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente francês, Nicolas Sarkozy, propuseram durante uma reunião em agosto que a taxa fosse a mais baixa possível. Segundo a UE, trata-se de uma pequena porcentagem imposta aos fluxos de capitais para dissuadir a especulação financeira.

A ideia, no entanto, divide os países europeus. O Reino Unido, por exemplo, é contra, alegando uma possível fuga de serviços financeiros da City de Londres (centro financeiro).

Segundo Barroso, quando a zona do euro apresentar os instrumentos necessários para garantir a integração e a disciplina econômica, o imposto será considerado um passo natural e vantajoso. “Essa taxação deve ser uma maneira de a Eurozona garantir um mecanismo rígido para vigiar o equilíbrio orçamentário dos diferentes países membros da união monetária”, disse.

Outra medida em cheque é a dos bônus europeus, sistema através do qual os países da zona do euro compartilhariam os riscos de suas dívidas, considerados por seus defensores o único meio para que o bloco solucione a crise da dívida e acalme os mercados.

A emissão de bônus europeus é rejeitada pela maior economia da Europa, a Alemanha. A França a princípio não se opõe à medida, mas exclui sua aplicação imediata.

DA FRANCE PRESSE

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