Ex-delegado geral de SC é preso por suspeita de receber propina

O ex-delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina Ademir Serafim, 59, foi preso na tarde de sexta-feira (4) em Balneário Camboriú (85 km de Florianópolis) por suspeita de receber propina de um cassino ilegal que funcionava num hotel da cidade.

A prisão foi resultado de uma operação dos Gaecos (Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), ligados ao Ministério Público, de cinco cidades de Santa Catarina.

De acordo com o promotor Alexandre Grazziotin, o cassino pagava propina regularmente a Serafim –que está na 29ª Delegacia Regional de Polícia, em Balneário Camboriú– para que policiais não fechassem o estabelecimento.

Ainda segundo o promotor, o delegado foi preso por volta de 17h, logo após receber mais uma propina, levada por um policial da delegacia. No momento, a sala do delegado estava sendo monitorada pelo Gaeco.

Além do ex-delegado, foram presos outras oito pessoas, incluído o policial que fez a entrega da propina e sete pessoas ligadas ao cassino. O Gaeco também cumpriu 16 mandados de busca e apreensão nas casas dos suspeitos, em Florianópolis, Joinville, Chapecó, Criciúma e Lages.

Serafim ocupou o cargo de delegado-geral de Santa Catarina entre março e dezembro de 2010 e já foi diretor do Detran estadual. Atualmente, além de estar lotado na 29ª Delegacia Regional de Polícia, ele é presidente do diretório do PSDB em Gaspar (116 km de Florianópolis).

Segundo Grazziotin, as investigações foram iniciadas há nove meses.

Todos os presos foram levados para a sede do Deic (Departamento de Investigações sobre Crime Organizado), em Florianópolis.

A defesa do delegado não foi encontrada pela reportagem.

Em nota enviada para a imprensa na noite de ontem, o atual delegado-geral da Polícia Civil, Aldo Pinheiro D’Ávila, disse que não pretende “tecer qualquer julgamento pessoal ou institucional antecipado em relação as investigações em curso”. O delegado-geral, no entanto, prometeu uma apuração rigorosa dos fatos.

“Não vamos hesitar em cortar a própria carne se este for o caminho para se alcançar a verdade”, disse o delegado-geral.

Com a Folha.com

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