Ex-goleiro de hóquei é arma de Vettel para manter o foco

Sebastian Vettel costuma brincar dizendo que passa mais tempo ao lado dele do que de sua própria namorada, Hanna. Mas a brincadeira tem seu fundo de verdade.

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Toshifumi Kitamura/France Presse
Sebastian Vettel comemora a vitória no GP da Índia bebendo champanhe do próprio troféu
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Tommi Parmakoski, 28, é praticamente uma sombra do bicampeão da F-1. Está quase sempre onde o piloto da Red Bull está. Seja no grid de largada, segurando seu capacete e sua garrafinha de isotônico, no paddock ou mesmo na casa de Vettel na Suíça.

Ex-goleiro de hóquei no gelo da segunda divisão da Finlândia, Parmakoski trabalha como preparador físico do alemão desde a temporada de 2009, quando ele trocou a Toro Rosso pela Red Bull.

“Nossa relação é quase um casamento. Temos nossas brigas e, algumas vezes, chegamos a ficar algumas horas sem nos falar. Mas depois fazemos as pazes e tudo volta ao normal”, disse o tímido finlandês, que ganhou status de celebridade após o bicampeão dedicar seu segundo título mundial a ele no Japão.

Ainda emocionado com a conquista em Suzuka, Vettel agradeceu à família do preparador na Finlândia e disse que foi ele quem o ajudou a manter os pés no chão durante esta temporada da F-1.

“Tommi foi quem me fez manter o foco durante este ano e não me deixou pensar em coisas que estão fora do nosso controle”, disse o piloto minutos após a conquista.

Mas, apesar da homenagem, Parmakoski afirmou que a responsabilidade pelo segundo título em dois anos não é sua e sim do piloto.

“Fiquei muito feliz, mas ele não precisava ter feito isso. Milhares de pessoas contribuíram para o sucesso do Sebastian, e eu sou apenas uma das peças do quebra-cabeça”, disse o preparador na Índia, onde Vettel chegou, no domingo, à 11ª vitória neste ano.

Entre as funções de Parmakoski estão não só segurar o guarda-chuva no grid como também motivar e assegurar que Vettel esteja no auge de sua forma física com longas sessões de treinos, seja na academia, nos campos da Suíça ou escalando o Vesúvio, na Itália. Massagens após os treinos também estão no pacote.

Durante um ano, os dois, que moram a uma distância de 8 km um do outro, passam cerca de 300 dias juntos. Desses, mais ou menos 200 são em viagens. Tamanha convivência rendeu a Vettel um pequeno vocabulário finlandês, o gosto pelo hóquei e a construção de uma sauna tipicamente finlandesa em casa.

“Para mim, Sebastian não é um super-homem. Trabalhamos um dia de cada vez e tentamos fazer nosso melhor”, declarou Parmakoski.

“As pessoas não veem o quanto ele trabalha duro para obter o sucesso que tem. Sebastian tem um bom coração, é determinado e muito competitivo. Não gosta de perder nem quando brincamos de jogos de tabuleiro”.

Com a Folha.com

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