Fã de Jobs deposita 3 Macs velhos em frente a loja da Apple

Em frente a uma loja da Apple em Washington, um admirador da marca da maçã depositou, nesta quinta-feira de manhã, três velhos computadores Macintosh no centro de várias velas, flores e até uma maçã: “esta é uma homenagem a Steve Jobs, sem quem eu nunca teria sido engenheiro”.

  Yuri Gripas/Reuters  
Clarence Labor coloca um Macintosh Plus em frente a uma loja da Apple em Washington
Clarence Labor coloca um Macintosh Plus em frente a uma loja da Apple em Washington

No luxuoso bairro de Georgetown, em Washington, Clarence Labor estacionou seu 4×4 preto com vidros fumê em frente à loja branca e envidraçada da Apple. Tirou três velhos Macintosh e os colocou na entrada.

“Queria prestar uma homenagem a Steve Jobs. Se há uma pessoa no mundo graças a quem virei engenheiro, é ele”, disse Labor, engenheiro da Intel.

“É um privilégio ter vivido na mesma época que ele. Podemos contar aos nossos filhos e netos que o conhecemos”, acrescentou, emocionado, este fã incondicional da Apple, que comparou Jobs, falecido na quarta-feira, a Thomas Edison, fundador da General Electric, famoso por ter democratizado a lâmpada.

No improvisado altar foram depositados uma maçã, flores, cartas, uma dúzia de velas e três máquinas “vintage” de cor creme, os célebres computadores da Apple na década de 1980.

  Stephane Jourdain/France Presse  
Os três computadores Macintosh depositados por Clarence Labor
Os três computadores Macintosh depositados por Clarence Labor

Elogiados por serem fáceis de usar, conhecidos por popularizar o uso do mouse e pela inovadora interface gráfica que continua caracterizando hoje os desktops dos computadores, o Macintosh foi lançado em 1984. Os três exemplares trazidos por Labor têm o logo da pequena maçã mordida com as cores do arco-íris, que caracterizavam a Apple nos anos 1980 e 1990.

“Estes são meus primeiros computadores Mac. Comprei em 1985 em uma Macstore da Califórnia, quando estava concluindo meus estudos. E os tenho até agora porque não estão obsoletos”, contou Labor, orgulhoso ao contar que cruzou com Steve Jobs em 1980 durante conferência da Intel.

“Na ocasião, ele era apenas o diretor-geral de uma empresa, não o guru que é agora”, acrescentou o engenheiro.

Enquanto falava, um jovem depositava um iPod prateado no qual escreveu em preto “Thank You, RIP” (obrigado, descanse em paz). Um dos amigos colocava um mouse branco com a palavra “obrigado”.

Outros admiradores também deixaram cartas com buquês de flores. “Obrigado por fazer minha vida melhor. Vou sentir saudades, Jobs”, dizia uma delas.

Em outra, Alex Smith escreveu: “Steve Jobs era como ouro puro (…) que brilhava intensamente. Seu espírito inovador continuará vivendo conosco, graças ao iPod, ao iPhone, ao iPad e a todos os outros produtos da Apple”.

DA FRANCE-PRESSE, EM WASHINGTON

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