Fazenda reduz estimativa de crescimento do PIB de 2011 para até 4%

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, afirmou nesta terça-feira (11) que a Fazenda já revisa o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) para 2011 para um intervalo de 3,5% a 4%. Até então, a estimativa era de 4,5%.

Pela avaliação do Banco Central, o crescimento no ano deve ser de 3,5%. Barbosa afirmou que é comum que as duas projeções não se coincidam. Para 2012, o governo continua esperando um crescimento de 5%, afirmou o secretário.

Barbosa afirmou que a inflação está controlada, mas que cabe ao Banco Central comentar mais sobre o assunto. Ele esteve em audiência pública em comissão especial da Câmara montada para tratar da prorrogação da DRU (Desvinculação das Receitas da União), assunto de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que tramita na Câmara.

“Contamos com a prorrogação da DRU. O momento internacional recomenda essa flexibilidade no orçamento”, disse.

Para Barbosa, a DRU é importante para redução da dívida pública, controle da inflação, até da redução da taxa de juros. Barbosa defendeu em toda a audiência que a desvinculação não significa redução dos recursos para seguridade social.

REVISÕES

Com a declaração de hoje, Nelson Barbosa engrossa o coro governista que tem diminuido a previsão de crescimento da economia brasileira neste ano.

O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, disse em entrevista à Folha no domingo que “desde o início do ano” o plano do governo era moderar o crescimento da economia brasileira.

“Isso vem ocorrendo. Nossa projeção era de crescimento de 4% [para 2011] até o relatório da semana passada. Em função da revisão dramática que houve no crescimento dos EUA, na zona do euro, no mês de agosto revisamos esse crescimento da economia brasileira para 3,5%.”

Antes dele, a presidente Dilma Rousseff e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, já haviam anunciado que o Brasil cresceria menos que as estimativas iniciais. Dilma, no entanto, ainda trabalha com a taxa de crescimento em 4%.

Além da crise mundial, a inflação preocupa o governo há meses. Desde dezembro, o governo anuncia ações para conter o crédito e reduzir o consumo. O objetivo é esfriar a economia e segurar a inflação, que cresce mês a mês.

Com a volta da crise econômica mundial, no entanto, o governo vem adotando um discurso contraditório, que prega o fortalecimento da demanda interna e o consumo, mas também torce para que a inflação caia sob influência do cenário externo.

Com a Folha.com

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