G20 deve conceder recursos adicionais ao FMI, diz União Europeia

O presidente da União Europeia (UE), Herman Van Rompuy, antecipou nesta sexta-feira que os países do G20 deverão conceder recursos adicionais para o FMI (Fundo Monetário Internacional), o que constará na declaração final da cúpula de Cannes.

O aumento dos recursos permitirá à instituição financeira dispor de meios para enfrentar crises como a atual.

Em entrevista coletiva neste segundo e último dia de cúpula no sul da França, Van Rompuy disse que a decisão sobre um acordo para aumentar os recursos do FMI deve sair “nos próximos minutos”.

Kevin Lamarque/Reuters
Os chefes de Estado Silvio Berlusconi, Angela Merkel, Barack Obama e Nicolas Sarkozy durante cúpula do G20
Os chefes de Estado Silvio Berlusconi, Angela Merkel, Barack Obama e Nicolas Sarkozy durante cúpula do G20

“Nós queríamos mais capacidade de financiamento, mais recursos, disponíveis para o Fundo Monetário Internacional”, disse o presidente da UE.

“Temos opções diferentes e eu as mencionei em minha introdução. Nós pedimos no G20 que os ministros das Finanças do G20 trabalhem no estabelecimento daquelas três opções”, acrescentou.

“Uma das opções é estabelecer o que podemos chamar de um tipo de fundo fiduciário, aprimorando os recursos do FMI. Portanto, isso não é destinado apenas para a zona do euro, é destinado para a comunidade global”, disse Van Roumpuy.

CÚPULA

Foi retomada nesta sexta-feira o segundo e último dia da cúpula do G20 (grupo de economias ricas e emergentes) em Cannes, no sul da França.

A cúpula atual é marcada pela crise da dívida na Europa, em particular na Grécia, e que ameaça se estender para outros pesos pesados da zona do euro, como a Itália.

Os chefes de Estado e de governo do G20 adotarão uma declaração conjunta insistindo na necessidade de manter o rigor nos orçamentos públicos e de tomar medidas para reativar a economia.

Fontes citadas pelas agências de notícias informaram que o esboço do plano de ação da cúpula mostra que o grupo concordou em agir mais rapidamente em direção a sistemas de câmbio flexíveis e determinados pelo mercado

O esboço também saudou a determinação da China para aumentar a flexibilidade de sua moeda em linha com os fundamentos do mercado. O país tem sido criticado pelos ocidentais de desvalorizar artificialmente sua moeda para favorecer as exportações.

Neste último dia do encontro, a presidência do grupo, atualmente com a França, será transferida para o México.

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

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