Governo só volta a dialogar se PR deixar oposição, diz líder no Senado

O líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), afirmou nesta quinta-feira (15) que o “diálogo” do governo com o PR só terá continuidade se os senadores do partido voltarem atrás na decisão integrar a oposição.

“Não dá para conversar dessa forma. […] É necessário nesse momento que o PR faça uma reavaliação dessa posição para que possamos retomar qualquer tipo de diálogo”, disse Braga.

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Nesta quarta (14), o líder do PR no Senado, Blairo Maggi (MT), afirmou que rompeu com o governo da presidente Dilma Rousseff devido à demora na indicação de um nome apoiado pelo partido para o comando do Ministério dos Transportes. Desde que o senador Alfredo Nascimento (PR-AM) deixou o cargo, em julho, em razão de denúncias de irregularidades, o ministro dos Transportes é Paulo Sérgio Passos. Embora filiado ao PR, Passos não é reconhecido pelos senadores como uma indicação do partido.

Eduardo Braga afirmou que as conversas com o PR não podem ocorrer em meio a “ameaças” e “intimidação”. “Nós esperamos que o PR possa rever sua posição, se reposicionar, voltar ao diálogo e, com bases transparentes, claras, sem intimidação, sem ameaças, possamos construir um novo modo modus operandi entre o PR e o governo da presidenta Dilma.”

Câmara
Na Câmara, o líder do PR, Lincoln Portela (MG), afirmou que a decisão anunciada por Blairo Maggi “não reflete a posição do partido”. “Não sei qual a posição que a presidente Dilma vai tomar a partir dessa postura dos senadores do PR. Mas não se trata de uma posição do partido, é uma posição do Senado”, disse.

Segundo o deputado, na Câmara, o PR continuará a adotar uma postura de “independência”. “Para o partido na Câmara, o diálogo sobre o um possível retorno à base aliada não passa por indicação ao Ministério dos Transportes, passa por um entendimento, um acordo político.”

A bancada do PR na Casa é composta por 37 deputados. De acordo com Lincoln Portela, a orientação da legenda é aprovar projetos de “interesse nacional”, independentemente da posição do governo.

Fonte: Do G1, em Brasília

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