Greve dos Correios prejudica negócios

A greve dos Correios completa nove dias e mina, cada vez mais, a paciência de milhões de brasileiros que dependem do serviço postal para fazer negócios e resolver compromissos pessoais.

Com o impasse entre a direção da empresa e os trabalhadores, não há qualquer indicação de que a paralisação vá terminar.

O sindicato não aceita a condição imposta pela direção dos Correios. A empresa só promete reabrir as negociações quando os trabalhadores retornarem aos postos.

Segundo os Correios, cerca de 20% dos trabalhadores estão de braços cruzados. O sindicato diz que 65% dos empregados da área operacional estão parados.

Para a empresária Silvia Guedes, 27, a perspectiva, diante desse quadro, é de negócios desfeitos.

Dona de um site especializado na venda de sapatos, Guedes tem dez encomendas que não consegue despachar desde o início da greve, no último dia 13.

“Acreditava que essa greve ia acabar logo. Se for alongada, creio que os clientes vão começar a cancelar os pedidos”, afirma.

O prejuízo para a funcionária pública Gisele Oliveira, 30, já é real. Moradora de Ananindeua (PA), ela tinha até a última segunda para finalizar sua inscrição num curso de pós-graduação da PUC-MG.

Editoria de Arte/Editoria de Arte/Folhapress

Apesar de ter enviado os documentos exigidos com antecedência, os papeis não chegaram. Oliveira terá que esperar a próxima janela de inscrições.

“Eles não aceitam documentos escaneados, mesmo com a situação da greve. Alegam que há poucos casos como o meu”, conta Oliveira, que tirou a segunda via de contas na internet para não atrasar os pagamentos.

O QUE FAZER

Especialista em defesa do consumidor, Patricia Petrilli, do Procon, orienta os consumidores a buscar outros meios de pagar suas contas no período de greve, como imprimir o boleto via internet ou pedir à empresa o código de barras que vem no documento de cobrança.

“As empresas têm que informar aos clientes sobre outras formas de pagamento”, afirma Petrilli.

O cliente que receber a encomenda com atraso pode pedir ressarcimento pelo serviço prestado. No caso, a empresa na qual efetuou a compra será acionada.

“Os Correios não firmaram o contrato de compra com o consumidor. As empresas é que devem cobrar dos Correios”, completa.

Cabe à empresa decidir sobre a cobrança de encargos relativos ao período de greve.

A Febraban está orientando seus associados a não cobrar juros sobre os boletos de créditos emitidos pelo próprio banco.

Com a Folha.com

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