Hillary anuncia US$ 1,2 milhão em ajuda dos EUA para Mianmar

A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, ofereceu nesta sexta-feira US$ 1,2 milhão de ajuda à sociedade civil de Mianmar durante sua histórica visita a este país.

Em uma entrevista coletiva concedida em Yangun ao final da visita ao país, que por muito tempo permaneceu isolada da comunidade internacional, Hillary disse que o valor será destinado ao microcrédito, saúde e ajuda às vítimas dlas minas terrestres.

Saul Loeb/Associated Press
Hillary anuncia ajuda de US$ 1,2 milhão durante coletiva em Yangun
Hillary anuncia ajuda de US$ 1,2 milhão durante coletiva em Yangun

“Estamos prontos a seguir ainda mais longe se as reformas continuarem”, disse a chefe da diplomacia americana.

Hillary afirmou que Washington ajudará os grupos da sociedade civil que oferecem microcréditos, atendimento médico e outras necessidades importantes através do país, em particular nas zonas de minorias étnicas.

Mas a secretária de Estado destacou que o novo regime birmanês deverá ampliar as reformas para permitir o fim das sanções econômicas americanas aplicadas desde o fim da década de 1990.

Mais cedo, Hillary encontrou-se com a ativista birmanesa Aung San Suu Kyi para dialogar sobre os planos de democratização de Mianmar.

Hillary, que chegou a Mianmar na quarta-feira (30), foi recebida por Suu Kyi em sua casa de estilo colonial britânico situada às margens do lago Inya, em Yangun.

“É um grande honra para mim não só estar aqui, mas também conhecer todos vocês”, disse a chefe da diplomacia americana na entrada da casa, onde, além de Suu Kyi, foi também recebida também por Khin Khin Win e Ma Win Ma –mãe e filha–, as duas mulheres que foram colegas de cativeiro da ativista, libertada no ano passado.

Saul Loeb/France Presse
A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, durante encontro com a ativista Aung San Suu Ky
A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, durante encontro com a ativista Aung San Suu Ky

Suu Kyi, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 1991, passou a maior parte dos 15 anos que esteve sob prisão domiciliar nesta casa que herdou de sua mãe, que foi embaixadora de Mianmar na Índia. A mãe da ativista recebeu o imóvel como presente por ser a viúva do herói da independência do país, o general Aung San, assassinado em 1947.

Militante da Liga Nacional pela Democracia (LND), ela deve se apresentar como candidata a uma das 46 cadeiras vagas do Parlamento birmanês nas eleições do ano que vem. Mas antes o partido ainda aguarda o pedido feito para ser legalizado como legenda política.

Os EUA ofereceram ajuda ao governo birmanês para prosseguir com o processo de reformas políticas iniciado neste ano após a dissolução do regime militar que governou o país durante cinco décadas.

O objetivo da viagem de Hillary é encorajar o processo de reformas empreendido pelo presidente de Mianmar, Thein Sein, que já qualificou de “histórica” a visita da secretária americana e ressaltou que o episódio “abre um novo capítulo nas relações” com os Estados Unidos.

DA FRANCE PRESSE, EM YANGUN
DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

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