Homem morre em SC após disparo de arma de choque pela PM

Um homem de 33 anos morreu na madrugada de domingo (25) em Florianópolis após ser imobilizado com um choque elétrico de uma pistola modelo Taser disparada por um policial militar.

O caso aconteceu no bairro Ingleses, região norte da capital catarinense. Segundo a Polícia Militar, policiais de uma guarnição próxima foram até o apartamento do homem, por volta de 2h30, atender uma ocorrência de violência doméstica. O homem foi identificado como Carlos Barbosa Meldola, um gerente de uma empresa de transportes.

A PM afirma que foi chamada pela mulher de Meldola, uma administradora de empresas de 31 anos. Na ocorrência, a PM registrou que a mulher relatou que o marido estava descontrolado, destruindo o apartamento e sofrendo de alucinações após ter consumido uma grande quantidade de cocaína no sábado (24).

A polícia afirma que o Taser foi disparado por um PM quando o homem ameaçou se jogar pela janela do apartamento, que fica no terceiro andar.

“A arma foi disparada numa tentativa de salvar a vida dele”, diz o tenente-coronel Fernando da Silva Cajueiro, responsável pela comunicação social da PM catarinense.

Após o disparo da carga que pode chegar a 50 mil volts, Meldola se escorou numa parede e os policias perceberam que ele aparentava não apresentar sinais vitais. Segundo a PM, os policiais tentaram reanimar o homem, mas logo perceberam que ele estava morto.

Ainda segundo a PM, um inquérito policial militar vai ser aberto para investigar o caso.

A Polícia Civil também abriu uma investigação. O delegado Antonio Claudio Seixas Joca, responsável pelo caso, afirma que solicitou a apreensão a pistola de choque, que deve passar por uma perícia. O delegado também afirma que deve ouvir ao longo da semana a mulher da vítima e os PMs que atenderam a ocorrência.

A polícia também espera a conclusão de um laudo do Instituto Médico Legal de Florianópolis que deve detalhar as causas da morte.

O corpo de Meldola foi enterrado na manhã desta segunda-feira em Curitiba.

Em 18 de março, o estudante brasileiro Roberto Laudísio Curti, 21, foi morto em Sydney, na Austrália, depois que policiais efetuaram uma série de disparos com o aparelho similar utilizado pela polícia catarinense.

Fonte: Da Folha.com

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