Israelenses e palestinos voltam à mesa de negociações nesta 4ª feira

Jerusalém, 14 ago (EFE).- Sem um agenda específica sobre os assuntos que estarão em pauta, israelenses e palestinos voltam nesta quarta-feira à mesa de negociações com a mediação dos EUA para tentar resolver seu histórico conflito pela enésima vez.

A reunião, que estará presidida pelo mediador americano Martin Indyk, será realizada em Jerusalém na mais absoluta confidencialidade, informou hoje a imprensa local, que, por outro lado, não informou sobre o lugar exato e nem sobre o horário em que a mesma deverá começar.

A ministra da Justiça, Tzipi Livni (centro), o chefe negociador da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Saeb Erekat (à esquerda), juntamente com o Secretário de Estado americano, John Kerry (à direita). EFE/Arquivo

A ministra da Justiça, Tzipi Livni (centro), o chefe negociador da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Saeb Erekat (à esquerda), juntamente com o Secretário de Estado americano, John Kerry (à direita). EFE/Arquivo

A ministra Tzipi Livni e o negociador Saeb Erekat liderarão as delegações israelense e palestina, respectivamente, nas quais haverá pelo menos uma segunda pessoa, segundo o jornal “Israel Hayom”.

A fonte citada acrescentou que as partes voltarão a retomar hoje o diálogo sobre a agenda do conflito que já haviam iniciado em Washington no final de julho. Neste caso, a ideia é definir os assuntos que serão abordados prioritariamente, embora seja possível que as autoridades também abordem os primeiros temas de importância.

O governo americano quer que a delimitação de fronteiras e os assuntos de segurança sejam os primeiros a ser negociados, de modo que, uma vez conhecidos os limites, Israel poderá assumir a soberania de suas colônias sem descarrilar o processo de paz.

As negociações começam horas após que Israel tenha deixado em liberdade os primeiros 26 dos 103 presos que cumpriam pena por delitos anteriores aos Acordos de Oslo (1993).

De acordo com a imprensa local, 11 membros do grupo chegaram de madrugada em Ramala e outros 15 em Gaza, uma medida que é considerada como um gesto de confiança por parte de Israel em direção aos palestinos. O restante dos presos será libertado em outras três fases, conforme avanço das negociações.

No entanto, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu aprovou dois pacotes de construção de aproximadamente 2,1 mil casas em território ocupado desde 1967 para atender às exigências da direita nacionalista israelense, fato que gerou indignação entre palestinos e algumas queixas por parte dos EUA, que esperava o anúncio, mas não com tamanha envergadura.

Ontem, o secretário de Estado americano, John Kerry, anunciou que havia tido uma “conversa sincera” por telefone com Netanyahu, na qual ele declarou que Washington segue considerando os assentamentos ilegais.

A retomada das negociações de paz também será iniciada depois que milicianos palestinos disparassem desde Gaza um foguete contra o sul de Israel, agressão respondida com um ataque aéreo contra “uma posição de lança foguetes no norte”, segundo um comunicado militar.

Da EFE

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