Jornada de protestos começa com bloqueios em 11 estradas do país

Rio de Janeiro, 11 jul (EFE).- A jornada de protestos e paralisações convocada para esta quinta-feira em todo o Brasil pelas centrais sindicais começou com bloqueios em 11 importantes estradas e sem transporte público em algumas cidades, de acordo com fontes oficiais.

Os manifestantes, em sua maioria carregando bandeiras de sindicatos e partidos políticos de esquerda, bloquearam desde o começo do dia 11 estradas em cinco estados, incluindo a Via Dutra, que liga o Rio de Janeiro a São Paulo.

O Dia Nacional de Lutas foi convocado pelos sindicatos para aderir aos protestos por melhores serviços públicos que ocorreram no país nas três últimas semanas. EFE/Arquivo

O Dia Nacional de Lutas foi convocado pelos sindicatos para aderir aos protestos por melhores serviços públicos que ocorreram no país nas três últimas semanas. EFE/Arquivo

Entre as vias bloqueadas também se destacam a que liga São Paulo às cidades do interior paulista e a que dá acesso ao porto de Santos, o maior terminal marítimo da América Latina.

Apesar de o sistema público de transportes operar normalmente em São Paulo e Rio de Janeiro, os motoristas de ônibus cruzaram os braços em cidades como Porto Alegre, Vitória, Belo Horizonte, Salvador, Manaus e Santos, enquanto que Porto Alegre e Belo Horizonte amanheceram sem o serviço de trens urbanos.

O Dia Nacional de Lutas foi convocado pelos sindicatos para aderir aos protestos por melhores serviços públicos que ocorreram no país nas três últimas semanas de junho e para apresentar as reivindicações dos trabalhadores.

A jornada de protestos desta quinta-feira teve uma ampla adesão em São José dos Campos, onde funcionários de empresas como General Motors bloquearam a Via Dutra e devem marchar pela rodovia.

Apesar dos protestos e das paralisações parciais em todo o país, as próprias centrais sindicais descartaram uma greve geral, por considerar que a atual conjuntura laboral, com baixo desemprego, não a justifica.

No entanto devem acontecer manifestações e passeatas na maioria dos estados do país, paralisações de fábricas e bloqueio de estradas.

Os bancários atrasarão a abertura das agências e os operários do setor de petróleo interromperão suas atividades, mas sem paralisar a produção.

A jornada de protestos foi convocada no final de junho pelas principais centrais sindicais do Brasil, incluindo Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT), Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas) e Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB).

Da EFE

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