Juvenal coloca jogadores do São Paulo na berlinda

Emerson Leão acertou sua volta ao São Paulo ciente de que sua passagem pelo clube tem prazo de validade curto.

Mas não é apenas o treinador que está na berlinda. A diretoria são-paulina entende que, se a equipe não der resultado até o fim do ano, os jogadores serão os responsáveis pelo insucesso no ano.

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“Se até o final deste ano a equipe se mostrar impotente em relação aos resultados, conclui-se que o problema não é mais o treinador, mas o time”, declarou o presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, ontem, à Folha.

Jorge Araújo-27.mai.2011/Folhapress
Juvenal fala no telefone celular no CT do São Paulo
Juvenal fala no telefone celular no CT do São Paulo

Com contrato até o fim deste ano, Emerson Leão, então, tem a chance de salvar não apenas a sua pele como também a de jogadores que não têm rendido o esperado.

Ninguém no Morumbi, porém, imagina que o vínculo com o treinador possa ser estendido para o ano que vem.

A reportagem apurou que o São Paulo continua em busca de um treinador de primeiro escalão para a próxima temporada. A intenção é aguardar as mudanças do mercado de dezembro para tentar buscar nomes como o de Luiz Felipe Scolari, Paulo Autuori ou Muricy Ramalho.

“Sobre o ano que vem, depende deste ano. Cada um tem que demonstrar o dia a dia, a qualidade, o resultado”, afirmou Leão, ontem, em entrevista coletiva.

João Paulo de Jesus Lopes, vice-presidente de futebol, propaga que são grandes as possibilidades de Leão continuar no clube em 2012.

João Neto – 24.out.2011/Divulgação Vipcomm
Leão conversa com os jogadores no primeiro treino no São Paulo; clique na foto e veja galeria
Leão conversa com os jogadores no primeiro treino no São Paulo; clique na foto e veja galeria

“A intenção é que ele fique. Isso fez parte da nossa conversa. Vamos sentar após a última partida da temporada. Se os resultados forem muito bons e ele estiver feliz com o trabalho, ele pode até se aposentar aqui”, disse o cartola.

O discurso é o mesmo da apresentação de Adilson Batista, que também tinha contrato curto e foi demitido.

Na realidade, o plano original da diretoria era manter o auxiliar Milton Cruz como interino o máximo de tempo possível, à espera de um dos “medalhões” desejados.

Mas a sequência de sete jogos sem vencer no Brasileiro e a apatia mostrada nas duas partidas depois da demissão de Adilson Batista fizeram o clube mudar de ideia.

Daí a contratação de um técnico desempregado há 14 meses –desde que deixou o Goiás “atirando” contra a diretoria–, mas com fama de chacoalhar ambientes e obter resultados rapidamente.

São justamente essas as características que o São Paulo deseja para não ficar fora da Libertadores do próximo ano.

Leão terá de oito a 14 jogos (se for à final da Copa Sul–Americana) para alcançar o objetivo de convencer a diretoria a mudar de plano e desistir de buscar outro técnico.

Com a Folha.com

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