Líder do governo defende aprovação de ministra para vaga no STF

A indicação de Rosa Maria Weber Candiota para ocupar a 11ª cadeira do STF (Supremo Tribunal Federal) deve ser acolhida pelo Senado, segundo parecer apresentado nesta quarta-feira (30) pelo relator do caso e líder do governo na Casa, Romero Jucá (PMDB-RR), na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça).

A sabatina foi marcara para a próxima terça-feira (6), após ter sido concedido pedido de vista coletivo sobre o relatório de Jucá. A votação da escolha da futura ministra na CCJ é secreta. Se aprovada, segue para análise do plenário.

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Divulgação/Tribunal Superior do Trabalho
Rosa Weber Candiota, escolhida para a vaga de Ellen Gracie no Supremo
Rosa Weber, escolhida para a vaga de Ellen Gracie

“Entendemos que os senadores integrantes da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania dispõem de suficientes elementos para deliberar sobre a indicação presidencial”, disse Jucá.

Não houve discussão sobre o currículo da ministra. A sessão foi tumultuada por uma intervenção do senador Pedro Simon (PMDB-RS) pedindo explicações pela movimentação do PMDB, que teria segurado a análise da indicação da nova ministra como forma de pressionar o Supremo a decidir sobre a posse de Jader Barbalho (PMDB-PA) no Senado, barrado pela Lei da Ficha Limpa, mas que ainda não conseguiu assumir o posto mesmo após o entendimento de que norma não deveria ter sido aplicada na última eleição.

O líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), reagiu e disse que não houve nenhuma pressão do partido.

Escolhida pela presidente Dilma Rousseff, ela será a terceira mulher da história a se tornar ministra do STF. Ela ocupará a vaga deixada por Ellen Gracie, que decidiu se aposentar em agosto deste ano. Juíza trabalhista de carreira, Rosa é hoje ministra do TST (Tribunal Superior do Trabalho), apontada para o cargo pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Rosa Weber sempre atuou na área trabalhista e será a primeira vez que ela atuará com outros temas.

Com a Folha.com

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