Lula admite que Haddad é seu favorito para disputar Prefeitura de SP

 Lula admite que Haddad é seu favorito
para disputar Prefeitura de São Paulo

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira (14) que seu favorito para concorrer à Prefeitura de São Paulo é o ex-ministro da Educação Fernando Haddad, mas que apoiará a senadora e ex-prefeita Marta Suplicy caso ela vença as prévias do partido.

“Meu candidato será quem ganhar as prévias. Todo mundo sabe que eu gostaria que fosse o Haddad. Mas quem ganhar será meu candidato”, disse ele a jornalistas em Des Moines (EUA), onde recebeu um prêmio.

Indagado sobre a senadora Marta Suplicy, Lula disse que a “adora” e que pode apoiá-la. “Se passar na prévia, será minha candidata.”

O ex-presidente lançou Haddad para disputar a candidatura com quatro petistas.

Determinado a ter um aliado na Prefeitura de São Paulo para romper a hegemonia do PSDB no Estado, pode vir a contar com mais dois nomes da sua base fora do PT: o deputado Gabriel Chalita (PMDB) e o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles, que acaba de trocar o PMDB pelo PSD.

Mas, embora tenha confirmado que conversou com Meirelles sobre a decisão de se filiar ao partido do prefeito Gilberto Kassab, Lula não discorreu sobre o fato de o aliado ter também transferido seu título de eleitor de Goiânia para São Paulo.

“Não sei se ele tem pretensão de ser candidato. A única coisa que conversei com o Meirelles é que ele queria sair do PMDB, e a janela era agora.” Meirelles se filiou ao PSD na data-limite, dia 7.

Na quarta, a Folha revelou que o ex-presidente do BC procurara Lula três semanas antes para se aconselhar.

CRISE

Lula foi a Des Moines, Iowa, receber o World Food Prize, uma honraria de US$ 250 mil (R$ 434 mil) conferida pela fundação homônima que foca a segurança alimentar. Nesta 25ª edição, pela primeira vez, foram dois políticos que dividiram o cheque: Lula e o ex-presidente de Gana John Kufuor.

Em discurso, o brasileiro insistiu que para aplacar a crise econômica global é preciso converter pobres em consumidores.

Citou o Brasil, afirmando que o país atravessou relativamente bem a crise de 2008 porque os programas de transferência de renda criaram um mercado. E sugeriu a receita aos EUA e à Europa, onde o consumo cai: “Quando o pobre ganha mais, o rico também ganha”.

Lula voltou a atacar o Fundo Monetário Internacional por sua atuação na crise, dizendo que, quando o problema era na América Latina, o FMI “mandava cortar tudo”. “Agora que é nos países ricos, fica quieto”, afirmou, ignorando o arrocho fiscal exigido da Grécia.

Em Iowa, o ex-presidente manteve uma agenda repleta de encontros com representantes de governos africanos.

Com a Folha.com

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