Mãe diz que monitora agrediu criança de 5 anos em escola de Goiânia

A mãe de um menino de 5 anos de idade diz que o filho foi agredido por uma monitora no Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Deputado Solon Batista Amaral, no Jardim Vitória, em Goiânia. De acordo com a mãe, a criança teria sido agredida na chamada hora do sono, momento de descanso das crianças e da troca de turno dos professores. Assim que ficou sabendo, a mãe, que tem mais dois filhos que estudam no Cmei, denunciou o caso à polícia.

A mãe e também professora Kátia Barcelos de Sousa teria ficado sabendo da história pela direção da escola, no final da semana passada. O garoto também confirmou o fato. Segundo a mãe do menino, a suspeita teria machucado o seu filho ao segurá-lo com força pela parte de trás do pescoço. No local, era possível ver um arranhão, possivelmente causado por uma unhada. A mãe disse ainda que a mulher teria se descontrolado e agredido outras crianças do Cmei.

A mãe pediu à polícia que fosse feito o exame de corpo de delito que confirmou a agressão. “A gente leva um choque, porque a gente confia em uma instituição para poder deixar os filhos e poder trabalhar com tranquilidade. E aí chega e fica sabendo disso”, desabafa a mãe.

Segundo a titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), Ana Elisa Gomes Martins, que investiga o caso, a suspeita apresentou outra versão. “Ela teria usado de força excessiva para tentar conter alguns alunos, crianças de 5 e 6 anos de idade, que estariam, segundo ela, brigando em um colchão”, afirma a delegada.

Mais vítimas
A polícia apurou que outras duas crianças também chegaram a ser agredidas pela mesma monitora, mas, conforme a delegada, os pais não fizeram a denúncia. “Nós precisamos da representação dos pais dessas crianças, que eles realmente procurem a Polícia Civil e manifestem o seu desejo de verem os fatos apurados”, diz Ana Elisa.

A equipe de reportagem da TV Anhanguera tentou entrar no Cmei para ouvir a direção da unidade, mas não foi autorizada. Segundo os funcionários da creche, essa teria sido uma determinação da Secretaria Municipal de Educação.

“Eu quero que ela pague pelo que fez para que não aconteça novamente. Se alguém tivesse feito alguma coisa desde a primeira vez que ela cometeu esse tipo de agressão com crianças, não teria acontecido nem com o meu filho e nem com as outras crianças da mesma sala”, ressalta Kátia Barcelos de Sousa.

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação disse que tomou todas as providências para investigar esse fato e afastou a monitora suspeita de ter agredido o menino. Segundo a secretaria, foi solicitada uma avaliação para saber se a monitora tem condições de continuar trabalhando com os alunos.

Registros
A promotora de Justiça e Coordenadora do Centro de Apoio Operacional da Educação, Simone Disconsi de Sá Campos, afirma que é importante verificar se foram feitos registros das supostas agressões, que teriam sido cometidas anteriormente pela suspeita. Ou se os casos foram reportados à Secretaria Municipal de Educação.

“A direção da unidade poderá ser responsabilizada, caso haja esse histórico de repetição de conduta por parte da direção, sem comunicação à secretaria. O gestor público responde por improbidade administrativa, nos casos de omissão, e também por responsabilidade civil, se os pais tiverem interesse de acionar a Justiça, buscando algum tipo de indenização”, explica.

De acordo com a promotora, depois de denunciar uma agressão sofrida por uma criança em uma escola à polícia, os pais também devem se certificar de que a direção da escola fez o procedimento administrativo correto. “Quando há indícios suficientes da agressão, deve ser feito o afastamento cautelar do servidor que está sob suspeita”, observa.

Comportamento
Simone Disconsi destaca que alguns tipos de agressão podem ocasionar danos de ordem psicológica na criança. “É importante observar o comportamento da vítima e saber se é necessário fazer algum tipo de encaminhamento para tratamento psicológico”.

Na opinião da promotora, nos casos em que as crianças ficam em escola ou até mesmo com babás, é importante observar sempre o comportamento da criança. Se for percebido qualquer tipo de orientação no comportamento da criança, os pais devem procurar a direção da escola, relatar o problema e perguntar se há algum episódio dentro da escola que mereça ser ressaltado.

“Nos casos em que a própria criança contar algum evento desse tipo [agressão por um educador], que os pais procurem imediatamente a polícia ou o Ministério Público, evitando que danos mais graves aconteçam”, orienta Simone.

A promotora alerta: “Os monitores e professores devem respeitar sempre a integridade física e moral da criança”.

Fonte: Do G1 GO, com informações da TV Anhanguera

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